COVID–19 O VÍRUS DA ANGÚSTIA, DO TÉDIO E DA MORTE
No início de 2020, para nós brasileiros, o coronavírus era apenas um personagem sombrio e distante. A gente ouvia falar dele e do rastro de destruição que deixava pelo caminho, mas o conhecíamos muito pouco. Oriundo da China, este sinistro vilão se deslocou sorrateiro para outros países asiáticos. A invisibilidade lhe permitiu estender seus domínios. Ganhou espaço mundo afora, de forma traiçoeira, sem que líderes políticos importantes percebessem o perigo que representava.
A invasão da Europa aconteceu bem ao seu estilo. Ardiloso e traiçoeiro, sentiu–se a vontade em países com populações de alta faixa etária, como Itália e Espanha. Neste continente encontrou o cenário preferido. Ganhou força de motivação para dar um vôo mais alto. O coronavírus invadiu os Estados Unidos, o país mais poderoso mundo. O comportamento do presidente Donald Trump, de subestimá–lo, teve violenta represália. O Covid–19 assumiu o controle de Nova York, a cidade mais famosa do planeta.
Aqui no Brasil, o perigoso personagem encontrou surpreendente resistência. Porém, este detalhe não tem impedido que ele cause graves problemas sociais e econômico. O coronavírus traçou a estratégia de vitimar as duas cidades mais importantes e populosas do país, São Paulo e Rio de Janeiro. A tática dos governantes foi o isolamento social, método que mobiliza parcialmente o vilão da história. As duas metrópoles ficaram com as ruas desertas, ao contrário da rotina habitual. Um caos com consequências inimagináveis.
O TURFE E O VÍRUS
O turfe brasileiro, as opções de enfrentamento do coronavírus por parte dos dirigentes dos dois hipódromos mais importante do Brasil, Cidade Jardim e Gávea, foram diferentes. No Rio de Janeiro, a diretoria do Jockey Club optou por não promover corridas durante o período da epidemia. Os turfistas cariocas ficaram sem o seu maior entretenimento. Em São Paulo, a opção foi promover corridas com portões fechados ao público. Apenas cavalos, com seus respectivos jóqueis, e treinadores são vistos no prado paulista. Os turfistas e proprietários assistem os páreos pela televisão. Um momento triste na história da humanidade. Um momento trágico no turfe mundial. Gerações futuras estarão nas salas de aula das escolas e faculdades para estudar este ano trágico de 2020.
