Um dos melhores e mais consagrados treinadores do turfe nacional, que tem o treinamento do PSI no DNA, bisneto que é de Eulógio Morgado e Gonçalino Feijó; e filho do fantástico Roberto Morgado Jr., Roberto Morgado Neto, o Bebetinho, fala de sua carreira e seus planos. Hoje, mesmo com um número reduzido de animais, o profissional detém 23% de aproveitamento, uma das melhores médias entre os treinadores cariocas. Acompanhe!
1. Nome, idade e cidade onde nasceu?
R – Roberto Luiz Morgado Neto, 35 anos. Natural do Rio de Janeiro.
2. Onde está trabalhando atualmente e com quantos animais?
R – Trabalho atualmente no CT Vale Do Marmelo e tenho aos meus cuidados 25 animais.
3. Atualmente, qual o número de empregados entre cavalariços, segundo gerente, redeadores, ferradores, entre outros que dependem diretamente do seu trabalho?
R – Tenho na minha equipe: cinco cavalariços, dois redeadores, um segundo–gerente, um ferrador e ainda um encilhador na Gávea.
4. Quando e de que maneira entrou para o turfe?
R – O turfe se faz presente na minha vida desde que nasci, uma vez que toda minha família por parte de pai trabalhou ou trabalha com os cavalos. Sou bisneto de Eulógio Morgado e também de Gonçalino Feijó, dois nomes de grande importância no turfe.
5. Como e com quem aprendeu a treinar um PSI? Qual ano recebeu sua matrícula de treinador no JCB?
R – Aprendi tudo que sei e aprendo até hoje com meu pai Roberto Luiz Morgado Júnior, que ainda exerce a profissão ao meu lado. Recebi matrícula de treinador no JCB em 2003.
6. Ainda recorda qual foi sua primeira vitória no Hipódromo da Gávea? Quantas vitórias tem hoje? E em quais outros hipódromos já apresentou seus animais?
R – Minha primeira vitória foi com Nagaikafu do Stud La Nave Va. Tenho hoje 600 e poucas vitórias na carreira. Corri animais sob minha responsabilidade apenas no Rio e em SP.
7. Uma prova graduada é sempre inesquecível... Lembra qual foi sua primeira conquista em prova de grupo?
R – Minha primeira prova graduada foi GP Linneo de Paula Machado com Brazov do Stud Capitão, logo na primeira semana de matrícula. Inesquecível para mim e para toda a minha família.
8. Qual foi o melhor animal que você treinou? E qual foi o melhor animal que você já viu correr?
R – Melhor animal que treinei foi o Too Friendly, um cracaço, que venceu a Milha Internacional e no ano seguinte perdeu nos detalhes o GP Brasil. E o melhor animal que vi correr foi o Bal A Bali, grande cavalo dentro da história do turfe nacional detentor dos recordes da milha e dos 2400 metros.
9. Qual foi o momento mais emocionante na sua profissão?
R – A prova que mais me marcou, sem dúvida, foi a segunda prova da tríplice coroa vencida por mim com o Cisne Branco, animal do Haras Santa Maria de Araras. Foi o ano da tragédia das chuvas em 2011 e ele não pode correr a primeira prova, pois sofreu com a enchente e mesmo assim, menos de dois meses depois, foi lá e venceu o GP Francisco Eduardo de Paula Machado reaparecendo e com muita autoridade. Me emociono até hoje só de lembrar aquela reta final.
10. Tem vontade de treinar no exterior? Em qual país?
R – Tenho vontade de treinar um dia nos EUA, onde o turfe é muito forte e competitivo.
11. Qual seu maior sonho profissional?
R – Pensando em turfe nacional, meu maior sonho é vencer o GP Brasil prova onde já consegui dois segundos lugares. Tenho fé que ainda conseguirei vencer.
12. Em tempos de pandemia, como está sendo o seu trabalho já que os cavalos atletas não podem ficar parados na cocheira?
R – Aqui o trabalho continua normalmente, já que os cavalos tem que ser cuidados e exercitados diariamente. Então vamos trabalhando e rezando para que se resolva logo essa situação, para que possamos voltar a competir com nossos animais. Esse é o meu sustento, como de muitas outras famílias envolvidas no turfe.
Texto retirado do Facebook – Página Treinador R.Morgado Neto
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