Em oito oportunidades, os jóqueis brasileiros radicados no turfe argentino, já marcaram presença nas competitivas estatísticas portenhas, no confronto contra alguns dos maiores astros das rédeas sul–americanas. Jorge Ricardo assumiu a liderança do ranking mundial por lá, e hoje, lidera a relação dos pilotos mais ganhadores de todos os tempos, com 12.986 pontos. Na estatística local, Ricardinho, que desembarcou em Buenos Aires, em 2.006, já finalizou no topo, em quatro oportunidades. Em 2.007, venceu 440 páreos. No ano seguinte, 2.008, aumentou a marca, para 467. Depois de pequeno intervalo, devido a alguns acidentes de percurso, só voltaria a ocupar o topo, em 2.011, com 392 triunfos. No ano seguinte, em 2.012, conquistou pela última vez a estatística, com 451 páreos conquistados. Agora, com o topo do mundo conquistado, começa a preparar o terreno para uma despedida das pistas, em breve, de volta ao Brasil, e a sua casa, o Hipódromo da Gávea.
Altair Domingos, consagrado com vitórias nas principais provas do turfe sul–americano, figurou entre os primeiros jóqueis do turfe argentino desde de sua chegada a Buenos Aires. Entretanto, sempre privilegiou as provas do calendário clássico. Cobrado pelos fãs e amigos, disputou para valer o ranking, em 2.015, e sagrou–se campeão, com 298 pontos. Francisco Leandro, líder e sensação dos dias de hoje, chegou com tudo no turfe portenho. Trabalhador, focado e competitivo, pegou para si a responsabilidade de suceder duas lendas do turfe mundial, o compatriota Jorge Ricardo e o uruguaio, Pablo Falero. Assumiu o posto de líder, que durante longos anos pertenceu aos dois veteranos. O lendário Pablo Falero se aposentou no início deste ano, na condição de sexto maior ganhador de páreos do mundo de todos os tempos, e Ricardinho, o campeão do mundo, tem assinado menos montarias e está perto de se aposentar no Brasil.
Francisco Leandro ganhou a sua primeira estatística na Argentina em 2.016, com 326 triunfos conquistados. No ano seguinte sofreu acidente, em que fraturou um dos dedos da mão, e não pode repetir o feito. O paraguaio, Eduardo Ortega, então dominou o cenário. Porém, o brasileiro não queria entregar o seu posto, e, em 2.018, chegou a expressiva marca, de 387 vitórias, e ao segundo título da estatística. E, para confirmar, que agora ele é o dono do pedaço, praticamente repetiu este número, no ano passado, com 390 pontos, no final de dezembro. Agora, com os veteranos fora de cena, Leandro terá pela frente alguns jóqueis jovens e promissores, entre eles, Brian Enrique, William Pereyra e o aprendiz revelação, Daniel Franco Menendez. O brasileiro, entretanto, tem se dedicado bastante aos treinos matinais, pois não parece disposta a deixar trono de líder, posição em que admite se sentir bem à vontade.
por Paulo Gama