Henrique Matias Reiser Polli Márquez, 21 anos, da 5ª geração de turfistas de sua família (Abelardo 1863/1897, Oribe 1890/1943, Mário 1920/1998 e Mário Sérgio Márquez 1963/), acaba de regressar ao Brasil após concluir, em Lexington/Kentucky, o curso KEMI – Kentucky Equine Management Internship. Trata–se do mais importante e respeitado curso sobre turfe dos Estados Unidos.
Mantido pelos principais haras americanos (o Presidente do KEMI é o irlandês Garret O’Rourke, que há 27 anos é o General Manager da Juddmonte Farms; leia–se Príncipe Khalid Abdullah) e com seu corpo diretivo formado por importantes membros da comunidade turfística dos EUA, o KEMI tem sido a principal “faculdade” de turfe daquele país.
Enquanto cumpriu os 6 meses de curso, Henrique residiu e trabalhou na Stone Farm, destacado criatório do Bluegrass onde nasceram entre outros Sunday Silence, Fusaichi Pegasus e mais recentemente o favorito ao título de “Cavalo do Ano”, Bricks and Mortar. A Stone Farm tem como proprietário Arthur B. Hancock III, daquela que pode ser considerada a mais lendária família do turfe americano. Ele é neto do fundador da Claiborne Farm, Arthur Hancock, e filho do célebre Arthur “Bull” Hancock, portanto irmão de Seth Hancock, ambos fartamente retratados no filme ‘Secretariat’.
Nos haras da família Hancock serviram e estão enterrados, além dos citados acima, raçadores como Mr. Prospector, Danzig, Buckpasser, Nasrullah, Bold Ruler, Round Table, Nijinsky, Pulpit, Sir Ivor, Blenheim, Unbridled, Princequillo e muitos outros.
Ao término do curso Henrique recebeu, além do lindo diploma do KEMI, uma elogiosa carta assinada pelo próprio Arthur Hancock, ambos retratados nesta reportagem.
Recentemente promovido a sócio da agência TBS, onde já trabalha desde 2017, Henrique retoma em 2020 o 3º ano da Faculdade de Relações Internacionais em Curitiba, onde voltou a residir a partir de sua chegada no início do presente mês.
Henrique Márquez foi o primeiro homem brasileiro aceito no curso KEMI, que seleciona anualmente 20 candidatos de vários países.
Ele aproveita este espaço para externar seus agradecimentos aos diversos turfistas brasileiros – criadores, dirigentes e proprietários – que assinaram cartas de recomendação quando de sua proposta de inscrição no KEMI, bem como aos profissionais locais que o ajudaram na preparação para o início do curso, e espera que na carreira profissional possa dar sua contribuição para a melhoria da indústria e do comércio do cavalo PSI nacional.