No próximo sábado à tarde, no Hipódromo de San Isidro, em Buenos Aires, será disputado o tradicional Grande Prêmio Carlos Pellegrini, no percurso nobre dos 2.400 metros, na grama. Seis jóqueis brasileiros participarão da prova. Quatro deles, Francisco Leandro, Altair Domingos, José Aparecido e Jorge Ricardo, atuam no turfe argentino. E outros dois pilotos brasileiros, Carlos Lavor e Marcelo Gonçalves, competem no Brasil, radicados no Rio de Janeiro, mais precisamente, no Hipódromo da Gávea. Um desafio tamanho gigante para seis homens de estatura baixa, mas com currículos de alto gabarito.
Jorge Ricardo, recordista mundial de vitórias, já viveu a emoção de vencer a mais importante prova do turfe sul–americano em três oportunidades. Em 1994, com Much Better, em 2.003, com Gorylla, e, mais recentemente, em 2.014, com ídolo Portenho. Aos 58 anos, o maior ganhador de páreos do turfe mundial, em todos os tempos, conduzirá Pure Nelson, cavalo de ótimo potencial, mas com a fama de ser irregular. Quem sabe Ricardinho não chega ao tetra as vésperas de encerrar a sua gloriosa carreira?
Altair Domingos foi o jóquei brasileiro a vencer o Pellegrini há menos tempo. No dorso de Hi Happy, ele conseguiu a proeza em 2.015, quando foi eleito o melhor jóquei em atividade no turfe argentino. Campeão de estatística em Cidade Jardim, São Paulo, e ganhador de praticamente todos os clássicos importantes da América do Sul, Domingos tem fama de ser papa–tudo de provas nobres, junto aos seus fãs no turfe argentino. Os chamados “burreros” sempre apostam nele nos clássicos de San Isidro e de Palermo, onde já escreveu belas páginas na sua brilhante carreira profissional. No dorso do brasileiro Agassi, ele pode perfeitamente surpreender os mais cotados.
Francisco Leandro é o atual bicho–papão do turfe argentino. Ninguém tem vencido mais páreos do que ele na atualidade. Atua sete vezes por semana, nos hipódromos de Palermo, San Isidro e La Plata. Fominha! Campeão da estatística de 2.018, o piloto brasileiro soma 367 vitórias na temporada de 2.019, e, portanto, já conquistou o bicampeonato da estrelada estatística de jóqueis da Argentina. No dorso de Miriñaque, um puro–sangue bastante corredor, ele estará entre os mais cotados pelo público portenho.
José Aparecido da Silva foi o último do time brasileiro a desembarcar em solo argentino. Mas o fez com garra, disposição e maturidade. Conquistou o seu espaço aos pouquinhos, pois não possui a fama dos seus colegas de profissão. Estará no dorso de Australis Cheeky, um azarão no campo da competição, porém, segundo os periodistas argentinos, um animal em fase de evolução e com ótimos exercícios matinais.
Carlos Lavor e Marcelo Cardoso são jóqueis experientes e com batismo em diversos páreos importantes de suas carreiras. Lavor ganhou três GPs Brasil, com Villach King (2) e Troyanos (1). Além disso, tem cinco vitórias no GP Derby Paulista, o último no dia em que completou 50 anos, com Não Dá Mais, o seu conduzido na prova de sábado. É um jóquei espetacular, com todos os golpes, e a exemplo do que aconteceu quando montou as tríplices–coroadas Virginie e Be Fair, pode desacatar os rivais com a sua categoria e estrela para os páreos importantes. Marcelo Gonçalves conduzirá George Washington, o ganhador do Grande Prêmio Brasil deste ano. É um piloto de incrível rigor, que possui em seu currículo triunfos no GP Brasil e no GP São Paulo, com o inesquecível craque Dono da Raia. A sorte está lançada...
por Paulo Gama