Mais uma vez as duas reuniões semanais de maior Movimento Geral de Apostas (MGA), no Hipódromo da Gávea, foram as noturnas de segunda e terça–feira. Tradicionalmente, a programação favorita dos apostadores cariocas, a corrida de segunda–feira arrecadou R$ 714.138,85 para os cofres do Jockey Club Brasileiro, com 9 páreos disputados, a exemplo das reuniões diurnas de sábado e domingo. A terça–feira, com apenas oito provas, conseguiu faturar mais do que as reuniões do final de semana, R$ 660.881,91, com um páreo a menos. A reunião de sábado manteve a rotina do prejuízo, com apenas R$ 547.563,92 arrecadados. Os dirigentes do clube hípico ainda não encontraram estratégia eficiente para atrair o público apostador, que neste dia parece preferir outras opções de lazer, ao lado de suas famílias.
A reunião de domingo, com a melhor programação da semana, em termos técnicos, conseguiu movimentar em apostas apenas R$ 634.514,05. Mesmo assim ficou abaixo do resultado financeiro da terça–feira, que teve programação de qualidade sofrível, e, ainda por cima, um páreo a menos disputado. Este quadro financeiro tem sido o mesmo durante toda a temporada, com raras exceções, nos dias de programações especiais, como a do GP Brasil. Parece que qualificar as reuniões noturnas com páreos mais atrativos pode ser boa alternativa.
Com relação ao deficitário programa de sábado à tarde, a médio prazo, ele parece ter os seus dias contados. Com a diminuição gradativa do rebanho de equinos no país, financeiramente, a corrida de sábado está fadada a ser a primeira opção de descarte num futuro próximo. As noturnas arrecadam sempre mais. E domingo é o dia de disputa dos páreos mais importantes. Na falta de inscrições suficientes para formar quatro programas, a sabatina, se torna inviável economicamente. Portanto, irremediavelmente, ela terá de ir para os ares! Ou então, a transmissão para a França, precisará apresentar melhores resultados nas finanças para saldar o prejuízo.
por Paulo Gama