Mais uma vez as programações noturnas promovidas pelo Jockey Club Brasileiro mantiveram a hegemonia no Movimento Geral de Apostas (MGA). Na corrida de segunda–feira, com ótima programação, o MGA alcançou a marca de R$ 808.746,15, uma cifra bem acima da média nas últimas semanas. Sem dúvida, o maior fator que contribuiu para isso foi a qualidade dos páreos, praticamente um programa de domingo, já que não houve corridas neste dia na Gávea devido a disputa do Grande Prêmio Bento Gonçalves, no Hipódromo do Cristal, em Porto Alegre.
Na programação de terça–feira, os cofres do Jockey Club faturaram R$ 737.872,12, ou seja, outro resultado dos mais positivos, se for levado em conta, a qualidade apenas razoável das provas disputadas, com exceção do Clássico São Francisco Xavier, com éguas bastante corredoras. É muito boa a inciativa da Comissão de Corridas de programar os clássicos de areia para as terças–feiras. Valoriza a programação e atrai um maior número de turfistas para o prado e os agentes credenciados. Não dá mais para ignorar a reunião de terça, que surgiu na condição de coadjuvante, mas já conquistou o seu espaço junto ao público turfista.
A reunião de sábado à tarde fechou a raia em termos de apostas mais uma vez, com R$ 666.294,15. Entretanto, com a raia leve, e a pista de grama, o turfe carioca faturou quantia bem acima das últimas três semanas, quando o MGA de sábado não alcançou os R$ 500 mil. Com a tendência de queda nas apostas e a diminuição gradativa do rebanho de equinos no Brasil, parece não haver mais dúvida de que se um dia for decidido formar apenas três programações por semana, a de sábado será a escolhida para ser descartada. Vamos torcer para que isso jamais aconteça, pois seria enorme lacuna no coração dos turfistas mais tradicionais.
por Paulo Gama