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Julho | 2019

Páreo Corrido, por Paulo Gama
09/07/2019 - 09h48min

D. GUIGNONI, DE VOLTA A ROTINA DE VITÓRIAS

No turfe, o profissional precisa matar um leão por dia para manter o reconhecimento popular. Vitórias históricas, taças conquistadas e glórias alcançadas durante a trajetória, enfim, nada disso é suficiente, se o treinador ou jóquei passar por fase de resultados minguados. Na semana do Grande Prêmio Brasil, o consagrado Dulcino Guignoni não conseguiu vencer. Nenhuma prova clássica e nem mesmo páreos comuns. Dali da varanda da social, onde enfrento o perigo diário dos lustres, que vez por outra se espatifam no chão ao sabor do vento forte, observei Guignoni a caminhar sozinho, do padoque para a Tribuna dos Profissionais. Cena incomum. Normalmente ele está sempre cercado por caçadores de barbadas. Atencioso, ele costuma trocar ideias sobre as corridas com gregos e troianos. Não consegui resistir ao inusitado momento e sussurrei para mim mesmo: “Na fase ruim, a gente sempre fica vulnerável e sujeito ao abandono de todos”. 

Não percebi a presença de um senhor de cabelos grisalhos na mesa ao lado. Um desconhecido, que nem sei de onde saiu. O sujeito, de forma desrespeitosa, falou sem a menor cerimônia. “Meu amigo, Dulcino Guignoni é um profissional superado”. A minha primeira reação foi a de dar uns tapas no camarada. A segunda, uma tática bastante eficiente nestes casos, a de me fazer de surdo. Porém, diante do meu silêncio, o cara, um daqueles tipos de chato que não se dá por vencido, foi ainda mais incisivo. “Os tempos são outros e o Guignoni não soube se atualizar”, afirmou. Aí já era demais. Irritado com o tal sujeito disparei. 

“Meu amigo. O senhor está sendo antipático, injusto e falando sem qualquer conhecimento de causa. Não se pode falar assim de um gênio da profissão. Não se deve menosprezar e difamar um treinador que ganhou cinco Grandes Prêmios Brasil, duas tríplices-coroas, várias estatísticas e o diabo a quatro. O talento, a sensibilidade e o conhecimento do Guignoni para cuidar de puros-sangues transcendem o tempo. Ele será sempre eterno. E o senhor é apenas um idiota que caiu de paraquedas aqui no Hipódromo da Gávea”, me levantei antes que perdesse as estribeiras e chegasse as vias de fato com o bobalhão.

Mas, nesta vida, não existe nada melhor do que um dia depois de outro. Neste início de ano hípico, o capixaba Dulcino Guignoni começou com a corda toda. Trouxe a potranca Menina Veneno, do Haras Figueira do Lago, em forma exuberante e ganhou a Prova Especial Indian Chris. A filha de Quick Road e Basileia estava linda no cânter. Na reunião noturna de segunda-feira, Guignoni trocou o frio do Vale do Cuiabá, em Itaipava, pelo nosso frio carioca aqui na Gávea, bem menos intenso. Dois triunfos expressivos com Mondragon, também do Figueira do Lado, filho de Setembro Chove e Ella Bird, e Don Bizarro, do Stud Grenoble, criado no Haras São José da Serra, filho de Forestry e Iceland. Com absoluta certeza, o tal senhor de cabelos grisalhos, um mero idiota da objetividade, com dizia em suas crônicas, o saudoso Nelson Rodrigues, deve ter ficado sem o seu dinheiro nas apostas.

PURO-SANGUE MELHOR APRESENTADO

No melhor momento de sua carreira profissional, Leonardo José Reis, maduro e confiante, apresentou Ouro Preto, de Fernando Antônio Fontes Monteiro, em forma atlética espetacular. Ninguém passou tão bonito no galope de apresentação esta semana. Bem conduzido pela joqueta Victoria Mota, que tem tido poucas oportunidades de proprietários e treinadores, obteve triunfo dos mais convincentes.

JOQUEADA DA SEMANA

No dorso de Bacanona, do Stud Gata da Serra, e treinamento da dupla Edson Celento dos Reis e Mário Sérgio, “o Batatinha”, Victoria Mota demonstrou a calma no percurso típica do seu pai, o fantástico e inesquecível, Alex Mota. A jovem evoluiu no aspecto físico e técnico. E a experiência lhe transformou numa ótima opção, sobretudo, se for levado em conta que descarrega dois quilos, com maturidade de um jóquei. Por acaso trabalhei esta semana captando montarias para Carlos Lavor, ao lado do seu agente, André Cunha. E, apesar de todo o seu esforço, carisma e simpatia, ele teve enorme dificuldade para conseguir montarias para ela com os treinadores cariocas. Uma pena!

PERSONAGEM

Bati um papo na Gávea com Luan Silva Machado, de férias no Brasil em recuperação de contusão sem maior gravidade. Luan fez boa temporada no turfe norte-americano, com expressivos resultados em pouco tempo. O profissional elogiou bastante a organização do turfe nos Estados Unidos, falou da sua peregrinação bem-sucedida em alguns hipódromos do Kentucky, da paixão do público pelas corridas e da saudade da família e de seu irmão, Muriel Silva Machado. Alegre e extrovertido, ele recebeu abraços e parabéns de todos os profissionais cariocas.




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