HORA DO AQUECIMENTO PARA O GP BRASIL
O Grande Prêmio Brasil é o maior acontecimento turfístico do país. E o motivo é muito simples: a tradição. Na era digital, onde a tecnologia e a informática dão o tom das tendências, nem sempre existe respeito a isso. Nos meios de comunicação de massa, hoje comandados pelas redes sociais, por vezes, alguns incautos tentam diminuir a importância de quem escreveu a história. Ledo engano. Confundir o respeito as raízes com estar fora de moda é atitude equivocada, estúpida, para não dizer, idiota. Por isso, na campanha de divulgação do grande evento, este fator precisa ser considerado. Na sua história, o Grande Prêmio Brasil de turfe possui grandes heróis. Os cavalos sempre foram os protagonistas do espetáculo. Afinal, eles, são a razão de ser do esporte. Através da trajetória de alguns dos principais vencedores da prova se torna possível traçar um retrato fiel, expressivo e definitivo da própria história do clássico.
Depois dos cavalos vêm os jóqueis. Eles aparecem mais do que os treinadores por uma razão óbvia, são eles que estão montados no dorso dos grandes heróis. O público venera estes homens magros e pequeninos, como se fossem gigantes. Grita os seus nomes e os carrega nos ombros depois da vitória colossal. E este conjunto, entre a capacidade de acelerar do puro–sangue e a perícia do jóquei para tirar dele o máximo, é inseparável. Esta química produz, nos momentos de glória, inesquecíveis estados de euforia e prazer. Cabe aos treinadores a humildade de aceitar este fato consumado. São eles, os tratadores, que colocam o protagonista do espetáculo na forma atlética para derrotar os rivais. Entretanto, na hora da corrida, eles se transformam em meros coadjuvantes junto a multidão. São figuras invisíveis, estáticas e perseverantes. Com o papel primordial, porém sem a visibilidade que seria justa, pelo simples fato de estarem anônimos nas sombras.
O Grande Prêmio Brasil é responsabilidade de todos. Então ninguém pode se omitir, se esconder e negar a sua mínima participação. Cabe aos dirigentes observar os mínimos detalhes da organização do evento. Deixar o hipódromo limpo, pintado, seguro e convidativo para os visitantes de todo o país. Os banheiros femininos precisam ser ampliados, para evitar filas enormes e constrangedoras nas tribunas. A infraestrutura precisa funcionar, com guichês suficientes, funcionários para orientar nas apostas e se possível falar bem o inglês e o espanhol para dar atenção aos turistas.
Os jornalistas especializados devem colaborar com boas matérias nos sites e na televisão. Os profissionais, jóqueis e treinadores, precisam ter a dimensão da importância de fazer parte de um evento histórico e grandioso. E, por isso, estarem motivados para dar o seu melhor. O sucesso do Grande Prêmio Brasil tem papel importante na vida de todos. É a mola mestra da atividade no cenário nacional. Se for um sucesso será bom para todos. Se as coisas saírem erradas será um tiro no próprio pé. E, depois de tudo, o adeus a PMU. Não se preocupem. Nós vamos nos sair bem, se estivermos juntos por um turfe forte. Este tem de ser o ideal de todos.
PERSONAGEM
Adélcio Menegolo vive momento extraordinário na sua carreira profissional. O treinador ganha tantas corridas, toda semana, que passou para a segunda colocação na estatística como se fosse um bólido. Main Attraction e Nataly, do Stud Chesapeake, no sábado, El Shaklan, do Haras Sweet Carol, no domingo, e Atrevida, do Stud Força K, e Fossato, do Haras Sweet Carol, na segunda, foram cinco exemplos da competência e versatilidade de brilhar deste grande profissional. Espetacular!
JOQUEADA DA SEMANA
Carlos Lavor foi o vencedor de um dos mais belos duelos entre dois jóqueis, em 2.019. No oitavo páreo de domingo, no dorso de El Shaklan, do Haras Sweet Carol, ele superou num confronto de tirar o fôlego, Vagner Borges, que pilotou Verdi Giuseppe, de Lanny Fortes Máximo. Dois pilotos fantásticos, em forma atlética exuberante, e o quase cinquentão levou a melhor. Daqui a 15 dias, os dois voltarão a se encontrar nas 17 provas clássicas da semana magna do turfe. Vale a pena esperar e conferir o desempenho destes dois notáveis profissionais.
PURO–SANGUE MELHOR APRESENTADO
Madame Indy, do Stud Palura, e criação de Ulisses Lignon Carneiro, foi apresentada em forma estupenda pelo notável Roberto Morgado Júnior. A filha de Kodiak Kowboy confirmou na pista de areia os bons exercícios que já havia produzido para a estreia. Um show na raia! Bebeto ainda brilhou na mesma programação com Fofa Linda, do Stud Eterno Amor, que reapareceu em forma magnifica e não tomou conhecimento das adversárias. Um grande profissional!
PARABÉNS HANDICAPEUR
Confesso que me surpreendi com a formação de três programas para esta semana, sem a existência de páreos na raia de grama, preferência absoluta do rebanho de equinos nacional. Bom trabalho da turma da Secretaria da Comissão de Corridas, encabeçada por Vicente Brito, o handicapeur do JCB, a cada dia mais experiente nesta difícil tarefa da formação dos páreos. Trabalho minucioso, detalhado e perfeccionista. E com certeza vale a menção honrosa ao comentarista e catedrático, André Rodrigues, que tem auxiliado com dedicação e presteza ao Vicente. Bom trabalho!