O Jockey Club de Pelotas, que logo completará 89 anos de sua existência, passou há poucos dias por momentos decisivos sobre sua continuidade. No início de 2019, mais precisamente em março, o Raia Leve noticiou a parceria firmada entre a gigante Havan e o Jockey Club de Pelotas, o que garantiria ao clube a sua recuperação fiscal, patrimonial e estrutural; além do seu funcionamento por mais pelo menos 30 anos.
Tudo seguia muito bem e a comunidade turfística do país já comemorava a conquista do hipódromo gaúcho; até que toda essa negociação ficou estremecida quando o Conselho Municipal de Cultura (Concult) apresentou ao Ministério Público uma denúncia contra a instalação das lojas Havan no terreno que pertence ao Jockey Club, na avenida Salgado Filho.
Os conselheiros culturais alegavam uma descaracterização da paisagem urbana, destruição da raia e um grande impacto negativo no conjunto arquitetônico; entre outros argumentos que questionavam a autorização dada pela Câmara de Vereadores ao uso da área para o empreendimento dos grupos Havan e Zaffari.
Porém, no último dia 26 de abril, depois de muita luta, principalmente do incansável Clodoaldo Griep de Lima (presidente do Jockey Club de Pelotas), o Ministério Público deu seu parecer. Ele foi favorável à negociação, alegando inclusive que já havia cobrado ao clube em outra ação civil, a manutenção e melhora de suas instalações. O MP informou que não seria adequado juridicamente qualquer iniciativa que buscasse inviabilizar o projeto construtivo para instalação do novo empreendimento na área do hipódromo.
Vale ressaltar a importância social da decisão do Ministério Público do Rio Grande do Sul, já que hoje 120 famílias (de jóqueis, treinadores, cavalariços, domadores, entre outros profissionais) sobrevivem com a renda da atividade turfística em Pelotas. Além disso, é bastante otimista a previsão da geração de empregos após a construção da nova loja Havan. Seguimos por aqui torcendo para a prosperidade dessa negociação!
Por Maria Teresa Morgado