A retirada de Personalizado (Nedawi) do Grande Prêmio J.Aiscan (Grupo III), que será corrido no próximo sábado, em Cidade Jardim, provocou a indignação do criador e proprietário Reni Andrade Machado, assim como deixou insatisfeitos os treinadores Dulcino Guignoni, do Rio de Janeiro, e Adonir Freitas Correia, radicado no turfe paulista, responsável pela inscrição.
Para ser ofertado num leilão de treinamento ocorrido no dia 31 de outubro, Personalizado chegou a Cidade Jardim com 12 dias de antecedência, portanto, no dia 19. Seu dono já havia decidido que, caso não recebesse um lance dentro do esperado, o cavalo participaria do J.Aiscan. Preparado no Rio por Guignoni, um dos profissionais mais consagrados do país, em São Paulo ficou aos cuidados de Correia.
De acordo com o cronograma de treinamento, seriam efetuados dois exercícios de 2.400 metros, ambos suaves, pois o corredor deixou o Vale do Itajara bem movido. No primeiro, de carreirão, fez 182s. No segundo, na manhã do último sábado (não encontrou preço no leilão), conduzido por Waldomiro Blandi, encilhado e de acordo com as normas que regulamentam o “workout” adotado pelo Jockey Club de São Paulo, assinalou 169s cravados. Os cronometristas oficiais do clube “pegaram” apenas 113s para a última milha (distância máxima da lista de referência do “workout”).
Como há a exigência de que o trabalho de milha seja de, no máximo, 112s, ficou decidida a retirada de Personalizado. Vários argumentos foram apresentados à Comissão de Corridas: o cavalo trabalhou 2.400m, e não, 1.600m; o jóquei recebeu a recomendação de controlar o treino, sem exigir a fundo; o regulamento admite analisar situações de exceção etc.
Assim, Personalizado, 4 anos, que vem de quarto num Grupo II na Gávea (ainda que beneficiado pelas desclassificações de Naperon e Sinistro), no GP Doutor Frontin – anteriormente, chegara em 6°(19) na Taça Cidade Maravilhosa, largando da linha 18 – terminou impedido de participar de um Grupo III em Cidade Jardim.
O proprietário entende que houve um erro crasso na avaliação técnica do caso. Guignoni diz que Personalizado sempre trabalhou discretamente na areia, porém, ganhador de duas corridas na grama, está em evolução. “Cito como referência a Virginie. No Vale do Itajara, marca boa para os 800 metros gira em torno de 50s. Ela não baixava de 58s e deixou o Brasil invicta, conquistando, inclusive, a Tríplice Coroa”, relembra o excepcional treinador.
da Redação