Depois de ouvir falar muito sobre este assunto ano passado, fiquei pensando como será o anti–doping no futuro.
Cheguei a conclusão que não iremos tê–lo da maneira como é feito hoje.
Explico: Nunca fiz previsões do futuro, mas na minha opinião o que irá ocorrer nos anos vindouros, é o seguinte:
Os cavalos, momentos antes das competições, teriam parte de sua crina, cola, ou corpo, encostados a uma máquina portátil e pequena, tipo daquelas que hoje passam cartões de crédito, e em questão de segundos, emitirão um laudo atestando que aquele animal está "limpo" e que poderá competir. Em outras palavras, o exame será pré–corrida e não pós–corrida como é feito hoje.
Isso trará vários benefícios ao esporte, tais como:
1) Quem vencer ou se colocar, será julgado apenas pelo resultado de pista e não precisará aguardar o exame anti–doping pós–corrida, para ter a sua vitória ou colocação, confirmados.
2) Quem não passar no exame anti–doping pré–corrida, será retirado da competição antes mesmo que ela aconteça, portanto, toda aquela expectativa de prova, contra–prova, até o resultado final da competição, não mais ocorreria.
3) Aos Hipódromos promotores de corridas, não haveria mais os constrangimentos de ter que fazer uma prova, contra–prova, desclassificar o eventual animal, reclassificar o páreo e as Estatísticas, fazer novos troféus aos vencedores (aqui no Brasil, são poucos os casos em que o punido devolve os troféus as Entidades, que são obrigadas a encomendar novos troféus para presentear o real ganhador).
4) A mídia noticiar o vencedor e depois, o esporte ficar com a imagem manchada por um caso de desclassificação por doping. Isso nunca mais aconteceria.
5) Não haveria, jamais, o constrangimento do vencedor ter a sua vitória retirada e o real ganhador do páreo não ter a oportunidade de comemorar a sua vitória na mesma hora em que ela aconteceu. É sempre bom ganhar mas ganhar por desclassificação é uma vitória sem comemoração, ou seja, fria de emoção.
6) Acredito também, que estes exames pré–competição, deverão começar com as competições humanas e depois se estender as demais competições.
7) Será sempre menos oneroso e danoso para as Entidades promotoras de competições saberem momentos antes da realização das mesmas, que todos aqueles que irão competir, estão "limpos" de qualquer agente que altere a sua performance.
8) Os Hipódromos também não mais terão que pagar as poules de um animal que, posteriormente, teve a sua vitória ou colocação retirada pelo resultado do exame. Com isso, se evitará um eventual dolo com o intuito de se obter um ganho nas apostas.
9) As máquinas de detecção estarão cada vez mais sensíveis, rápidas, menores e mais baratas no diagnóstico pré–competição, que se tornará usual nas competições equinas e humanas.
Isso foi o que pensei nestes dias calmos de final do ano. Um autêntico "exercício de futurologia".
José C. F. Pires Júnior