No inverno, Gávea vive um drama na raia de grama 15/08/2018 - 14h50min
A interdição dos páreos comuns na pista de grama, no conjunto de programas da primeira semana de setembro, entre os dias de 1 a 4 do mês, por parte da Comissão de Corridas do Jockey Club Brasileiro, é uma decisão das mais justificáveis. O atual estado da raia de grama do Hipódromo da Gávea é lamentável e a sua manutenção muito difícil de ser realizada pelas circunstâncias climáticas do inverno. Existe intenso pisoteio dos puros–sangues, devido a expressiva quantidade de páreos neste terreno, a luminosidade é pequena neste período do ano e à noite as temperaturas são baixas. Portanto, não ajudam a secar a raia, que ainda enfrenta o sereno, outro aspecto impactante nos meses de junho, julho e agosto.
Por este motivo deve ser considerada normal a alteração da tabela de distâncias, apenas na primeira semana do próximo mês. O temporário índice baixo do penetrômetro, 4.5, também se justifica. É preciso dar uma folga para recuperação do terreno, sobretudo na grande curva, local de maior queixa dos jóqueis, por que fica bastante escorregadio e perigoso nos dias de chuva, quando se transforma num verdadeiro charco. A exceção desta medida para as provas do calendário clássico não acarretará maiores prejuízos na programação nobre. As demais quatro semanas de setembro seguirão a rotina habitual da grama, e a última delas será nos dois últimos dias de setembro e nos dois primeiros dias de outubro.
por Paulo Gama |