Aos 55 anos, o carioca Cosme Morgado Neto vive o Hipódromo da Gávea desde seus primeiros dias de vida: “Nasci na casa de saúde São José, no Humaitá, dois dias depois já estava no JCB, mais precisamente na casa da Vila Tattersall 12ª e de lá nunca mais saí. Fui influenciado pelo meu sangue, são 40 anos de profissão divididos como aprendiz, jóquei, segundo gerente e treinador. Acredito e dou fé que somente sairei daqui do Jockey para o São João Batista (maior cemitério da zona sul do Rio de Janeiro).”
O treinador, que não se recorda do ano em que tirou sua matrícula, tem o orgulho de ter trabalhado e trabalhar para grandes proprietários e criadores:
“Realmente não me lembro do ano em que consegui minha matrícula de treinador, mas sei que durante esse tempo meu esforço e dedicação me proporcionaram trabalhar com alguns das maiores proprietários e criadores do país. Minha memória pode me trair quanto a data do meu começo, porém não me deixa esquecer jamais de agradecer a valorização do meu trabalho”
Atualmente radicado no CT Vale da Boa Esperança, em Itaipava, Cosminho além de ter trabalhado em outros CTs da região serrana, também já trabalhou fora do país: “Comecei na Gávea, trabalhei no CT Vale das Estrelas (desativado), no Vale do Itajara, no Vale da Boa Esperança e também em Chantilly, na França, e em Dubai. Dois locais com estruturas fantásticas.”
Trabalhar com grandes proprietários e criadores proporciona grandes emoções e conquistas. Entre tantas, o treinador destacou alguns deles:
“Treinei inúmeros cavalos e éguas fantásticos. Mas, Groove (Cass–Ko Associados), que me proporcionou uma Tríplice Coroa, em 1996, e O Imperialista (Haras Estrela Energia), ganhador de um G3 em Dubai, proporcionaram–me emoções acima do normal. Sem esquecer que iniciei a campanha do Glória de Campeão (Haras Estrela Energia), que ganhou a Dubai World Cup em 2010.”
O profissional entende que suas maiores conquistas na carreira foram as provas de Grupo vencidas e por duas vezes ter levantado a estatística de treinadores do Hipódromo da Gávea: “O turfe carioca é muito competitivo e vencer uma estatística não é simples, duas então, menos ainda. As provas de Grupo são fruto de um trabalho de equipe e, se destacar alguma, posso esquecer de outra e não estarei respeitando um time que tanto se esforçou, junto comigo, para este triunfo acontecer.”
Trabalhando e morando em Itaipava, Cosme Morgado Neto sabe o que é fundamental para o sucesso na no árduo trabalho de treinar um PSI:
“Para esta profissão de treinador é fundamental o apoio da família, coisa que, graças a Deus, sempre tive. Proprietários/criadores confiando no seu trabalho também são essenciais. E, claro, ter ótimos funcionários em sua retaguarda. Afinal, é impossível vencer sem ter ao seu lado uma equipe leal e talentosa.”
Encerrando esse papo prazeroso com Cosme Morgado Neto, o vitorioso profissional contou o momento mais inesquecível de sua carreira:
“Sem dúvida, ter trabalhado em Chantilly na França, um lugar mágico, fantástico. Treinar ali, como eu treinei por 6 meses, é um sonho!
Por Maria Teresa Morgado