FRANCISCO LEANDRO CONTINUA A FAZER HISTÓRIA NA ARGENTINA
O que parecia ser apenas um sonho distante, bater o recorde sul–americano de vitórias, de Jorge Ricardo, com 477 vitórias numa mesma temporada, a cada dia parece se tornar viável. Ou talvez seja melhor dizer, se concretizar. Ontem à tarde, na programação de 11 páreos, no Hipódromo de Palermo, em Buenos Aires, Francisco Leandro somou incríveis cinco triunfos. E para quem conhece o equilíbrio e o enorme grau de dificuldade de ganhar tantos páreos numa mesma reunião portenha, já pode considerar meio caminho andado. Leandro soma 235 vitórias, em 2.018. A caminhada é longa até o incrível número de Ricardinho. Embora esteja longe de ser um Tom Cruise, Francisco Leandro parece disposto a realizar esta missão quase impossível. O ano hípico na Argentina só termina no dia 31 de Dezembro. Até lá, tudo é possível.
As vitórias foram obtidas na seguinte ordem. No terceiro páreo, no dorso de Emotion Orpen, do Haras Firmamento, e preparo de Juan Carlos Etchechoury, uma estrela na constelação de treinadores argentinos. Logo a seguir, na quinta e sexta provas, respectivamente, através de El Animal, do Stud Boca Paila, e apresentação de Elizabeth Cedeño, no Clássico Japon, em 1.400 metros na grama, e com Enzo de Ouro, do Stud Carlomagno, e chancela de Pedro Omar Armada. Mas o piloto brasileiro não parou por aí. Na nona carreira voltou a vencer para o Haras Firmamento, com Song Nistel, treinamento mais uma vez de Juan Carlos Etchechoury. E encerrou a jornada vitoriosa na 10ª prova conduzindo com sucesso Alamalhua, do Stud Los Pátrios, e apresentação de Jorge Luiz Duggan.
FERA VELOZ, UM LEÃO NA PISTA DE AREIA
Fera Veloz, do Stud Interbúzios, montado por Leandro Henrique, e com treinamento de Fabrício Borges, dignificou a prova em homenagem ao craque Itajara, considerado por muitos turfistas, o melhor puro–sangue de corrida brasileiro de todos os tempos. Invicto na pista de areia, o filho de Put It Back, também vencedor de um páreo na grama, demonstrou que na raia de areia dificilmente conhecerá derrota em sua campanha. Guardadas as devidas proporções, nos 200 metros finais, por alguns segundos, até lembrou o extraordinário corredor homenageado tal a desenvoltura dos seus poderosos galões.
FESTIVAL ABCPCC
Qualidade. Esta palavra é a que melhor define os campos das provas do Festival ABCPCC, no próximo dia 4 de agosto, no Hipódromo da Gávea. A Copa ABCPCC Clássica, Matias Machline, em 2.000 metros, na grama, reúne a fina flor do turfe nacional. E os campos do Grande Prêmio Adhemar de Almeida Prado, Taça de Prata dos potros, do Grande Prêmio Margarida Polak Lara, Taça de Prata das potrancas, e da tradicional Copa ABCPCC Velocidade também não ficam atrás. Desde já, os turfistas de todo o país devem organizar as suas agendas para estarem presentes ao prado carioca. Imperdível!
PURO–SANGUE MELHOR APRESENTADO
Nada mais bonito esta semana no turfe carioca do que o galope de apresentação de Us Trick, do Stud Mesqueu, e treinamento de José Antônio Lopes, o popular Biduca. Aliás o profissional enfileirou várias vitórias neste início de ano hípico. Menção honrosa para Renan Marques, experiente profissional, na apresentação de Messiânico, do Stud Taville, e direção do aprendiz Maikon Mesquita. Fase muito boa do treinador.
JOQUEADA DA SEMANA
Empate entre Carlos Lavor, o mais experiente entre os pilotos cariocas, e o aprendiz, Bruno Queiroz, com apenas sete meses de profissão. Lavor deu show no dorso de Fofão, do Stud Art&Búzios, e preparo de Luís Esteves. Percurso milimétrico, entrada de reta perfeita e tranquilidade para esperar a passagem, sem prejudicar os adversários. Lavor é daqueles jóqueis que fazem parecer muito simples montar um cavalo de corrida. Bruno Queiroz está disparado na liderança da estatística, fato previsto aqui em nosso espaço semanal. Na direção a Accero Train, de Marne de Freitas Gomes, e chancela de Daniel Lopes, parecia um jóquei veterano. Correu no fundo do lote, como aprecia o seu pilotado, fez todo o percurso por dentro, e o arrancou pelo meio de raia para fazer uma partida curta e eficaz. Maturidade espantosa para quem possui tão pouco tempo nas competições. Amigos, um deslize de Bruno, de vez em quando, é normal. Ele é apenas um aprendiz. Agora, daqui a alguns meses, mesmo sem a descarga, teremos um grande jóquei entre os tantos que o turfe carioca já possui.
MESA–REDONDA
Existe conversa nos bastidores sobre a possibilidade de voltar a Mesa–Redonda antiga, tipo Mesa 28, ou Turfe Espetacular, etc. Estudos estão sendo feitos para contornar o horário das corridas internacionais, na grade da PMU. A ideia seria começar a Mesa–Redonda por volta das 11h da manhã, com forfaits, raia definida e convidados, para aquecer as corridas de sábado e domingo, no próprio hipódromo e agentes credenciados. Vamos aguardar os próximos passos da negociação entre a TV Turfe e a PMU para chegar a um consenso.
APRENDIZES – Os aprendizes L.F.Henriques e M.Mesquita já começaram a apresentar evolução. Ninguém deve duvidar da Escola de Aprendizes do Jockey Club Brasileiro, que nos últimos anos revelou grandes nomes como Vagner Borges, Wesley Silva Cardoso, Leandro Henrique, Victória Mota e Bruno Queiroz. Gostaria de chamar a atenção dos turfistas para um detalhe do Maikon Mesquita. Ele pega muito bem de canhota, com força e na anca dos cavalos. No dorso de Messiânico, este fator foi fundamental e decisivo para que o triunfo acontecesse. Podem ver o filme.