A polêmica interminável sobre à cerca móvel 21/07/2018 - 09h18min
A discussão sobre à colocação da cerca móvel na pista de grama do Hipódromo da Gávea é um assunto frequente entre os turfistas cariocas. Sobretudo, quando a distância é de 12 metros, do centro da pista até a raia de dentro. Dois fatores inquestionáveis dificultam se chegar a um bom termo neste assunto. Se o favorecimento técnico para os puros–sangues velozes é óbvio e salta aos olhos nos resultados dos páreos, nos dias de cerca móvel. De outro lado, devido a discutível qualidade da grama e o excessivo número de páreos chamados na relva, existe a necessidade de poupar a raia para os páreos importantes da esfera clássica. Como contornar este impasse?
Tecnicamente, não entendo nada sobre rega, poda, irrigação e outros fatores ligados a este tema. E, com certeza, existem pessoas muito melhor qualificadas para resolver a situação. O assunto, entretanto, não pode e nem deve ser negligenciado. O ideal é que se tenha no prado uma pista de grama que não influencie nos resultados. E, com a cerca móvel de 12 metros, esta possibilidade não existe. Os cavalos prontos de partida sempre levarão vantagem sobre os atropeladores. “Elementar meu caro Watson”, diria Sherloque Holmes.
Por outro lado, para se manter a grama equilibrada e em boas condições, a raia precisa ser poupada do pisoteio semanal de centenas de corredores. O turfe carioca não pode abrir mão de ter a sua raia de grama em perfeitas condições. Afinal, sem este tipo de terreno seria impossível formar quatro programadas semanais. Os proprietários e apostadores, entretanto, merecem a igualdade técnica dos cavalos nas corridas. Os proprietários por que pagam o trato mensal dos seus animais. E os apostadores, por que são os responsáveis pelo Movimento Geral de Apostas, que pagam as contas da atividade turfística semanalmente. Quem nasceu primeiro? O ovo ou a galinha?
por Paulo Gama |