A Secretaria da Comissão de Corridas do Jockey Club Brasileiro recebeu dos treinadores cariocas nesta semana 286 inscrições. Os puros–sangues foram distribuídos em quatro programações entre sábado, domingo, segunda e terça–feira. Sem considerar possíveis forfaits. No sábado à tarde, serão nove páreos, entre 14h15m e 18h15m, com 75 cavalos de corrida em ação. No domingo, também com nove provas, no mesmo horário, serão 77 corredores, na segunda, entre 18h e 22h, mais 70, também nove páreos, e finalmente, na terça–feira, com oito carreiras, das 18h até às 21h30m, outros 64 animais estarão na raia. O número de corredores inscritos, pouco menos de 300, pode ser considerado bem satisfatório, em tempos de crise.
Se alguém duvida desta afirmação basta fazer uma comparação com os demais clubes hípicos coirmãos. O turfista carioca chegará a conclusão, que na maioria das vezes, ele chora de barriga cheia. No Rio Grande do Sul, por exemplo, os amantes do chamado “Esporte dos Reis”, precisam se contentar com apenas uma reunião semanal, no belo Hipódromo do Cristal. Os dirigentes gaúchos organizaram programação com 74 puros–sangues de corrida, distribuídos em nove páreos, amanhã, sexta–feira, com largada da primeira prova prevista para às 15h20m. E o encerramento da reunião às 20h. É claro que fica aquele gostinho de quero mais. Porém, individualmente, trata–se de uma boa programação, com número de cavalos bem parecido com qualquer uma das reuniões promovidas no Hipódromo da Gávea.
A pior situação é a do turfe paulista, por incrível que possa parecer. Líder absoluto no território nacional, nas décadas de 60, 70 e 80, as coisas não andam nada bem por lá. Foram inscritos, sem considerar a raça árabe, apenas 95 puros–sangues, divididos em duas reuniões, no final de semana. No sábado, 50 cavalos de corrida foram divididos em apenas oito páreos, com início às 13h30m e término às 17h. Este horário curioso se faz necessário devido à falta de iluminação na raia de Cidade Jardim. No domingo, o fato se repete. Serão 45 cavalos de corrida nas pistas para disputar minguados sete páreos, das 13h30m até às 16h30m, pelo mesmo problema de energia elétrica. A dificuldade de organização dos programas somada aos problemas gravíssimos problemas financeiros colocam o turfe paulista diante de autêntico xeque–mate. Lamentavelmente.
por Paulo Gama