O Movimento Geral de Apostas das corridas no Hipódromo de Gávea apresentou reação financeira nas reuniões do último final de semana. Coincidência ou não, com a eliminação da Seleção Brasileira na sexta–feira passada, os apostadores voltaram a apresentar maior interesse nos guichês do prado carioca. No sábado, o Jockey Club Brasileiro teve arrecadação de R$ 720.847,77, ou seja, acima da média habitual de R$ 650 mil. No domingo, deve ser considerado satisfatório o MGA de R$ 789.901,91, pouco abaixo dos R$ 800 mil, dos dias de importantes provas clássicas. E, como de costume, a corrida noturna de segunda–feira fechou como o maior MGA. Foram apostados R$ 830.383,84 numa reunião de nível técnico apenas razoável.
Em pouco tempo, as quatro reuniões semanais cariocas poderão ser realizadas sem a necessidade de forçar a barra. Parece bem provável, o aumento da população de equinos no Rio. A causa disso seria a opção de alguns proprietários e profissionais do turfe paulista de se transferir para a Gávea. Alguns deles, até já requereram matrículas. Atualmente, são formados de 34 a 36 páreos, e distribuídos em quatro reuniões. Financeiramente, já ficou comprovado que esta opção proporciona maior lucro aos cofres do Jockey Club Brasileiro.
Entretanto, se nos últimos meses, os páreos organizados tivessem sido fracionados, semanalmente, em apenas três programações, de 11 a 12 páreos, por dia, o prejuízo técnico das corridas seria bem menor. Sobretudo, nas reuniões noturnas, justamente as que vendem mais apostas. A distribuição dos melhores páreos no final de semana, sábado e domingo, dificulta para o handicapeur a possibilidade de qualificar as reuniões realizadas na segunda e terça–feira à noite. Reconheço, entretanto, que em tempos de crise, a opção escolhida, quase sempre, precisa ser àquela que se apresenta mais lucrativa. O assunto é bastante polêmico. Vamos aguardar os próximos acontecimentos.
por Paulo Gama