Chegou ao Senado !
Projeto de Lei de autoria do Deputado federal Otavio Leite (PSDB RJ), concebido através de demanda da ACPCPSI – Associação Carioca dos Proprietários do Cavalo Puro Sangue Inglês, já está no Senado.
Após ser aprovado na Comissão de Agricultura e na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, em novembro de 2017, o texto aprovado, que se encontra no Senado, é o do Projeto de Lei 3652/15. O projeto atende uma demanda que se aprovado no senado beneficiará toda a atividade do Puro Sangue Inglês.
O Projeto de Lei permite uma compensação no imposto retido na fonte (15% do prêmio recebido) por conta das despesas de manutenção dos animais (trato), serviços de veterinária, aluguel de baia, serviços de veterinária, ferrageamento, tudo em relação ao seu resultado financeiro anual (receita x despesas)
Na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, o texto foi aprovado em 11 de maio de 2016, já que o parecer do relator, Deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB–CE), foi favorável ao projeto. Ele ressaltou que o País vive uma queda acentuada na produção de equinos e no número de criadores. “A crise da criação nacional é motivo de grande preocupação”, disse. Para Gomes de Matos, a medida proposta “representará, sem dúvida, um estímulo à atividade turfística no Brasil”.
Em novembro de 2017, na CCJ – Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), o relator, deputado Betinho Gomes (PSDB–PE), apresentou parecer favorável ao PL 3652.
Agora o PL 3652 encontra–se no senado.
A iniciativa, organizada pela ACPCPSI em 2015, vem tendo sucesso. A ajuda do Deputado Federal Otavio Leite foi de imensa importância e segundo o Ex–Presidente (Presidente à época da elaboração do projeto) e atual Diretor da ACPCPSI Arthur Stern, o projeto beneficia diretamente os proprietários de cavalos de corrida e consequentemente toda a cadeia produtiva turfística:
“Este projeto jamais poderia ser posto em discussão sem a ajuda do Luiz Octavio Figueiredo, do Diogo Vianna, nossos companheiros de chapa na ACPCPSI, e do Deputado Otavio Leite, uma pessoa que sempre ouviu a ACPCPSI sem jamais solicitar qualquer contra–partida. A relação entre o Luiz Octavio e o Deputado Federal Otavio Leite é excelente e isso foi extremamente benéfico para o turfe. Chegamos a conseguir aprovar em plenário um outro projeto que beneficiava mais ainda o turfe mas este foi vetado, na época pela Predidente Dilma Rousseff.
Voltando à lei relacionada ao imposto de renda pago pelos proprietários, esta será de suma importância para o turfe brasileiro pois na prática poderá conceder um aumento de receita em até 15% dos valores recebidos como prêmios para os proprietários sem onerar os Jockeys Clubes. Hoje eu estimo uma defasagem nos valores dos prêmios da ordem de 70% a 90% com base em alguns parâmetros que tenho de relação prêmio/trato. Esses 15%, se somados a 15% ou 20% que as entidades possam oferecer, encaminhamos uma significativa redução nessa defasagem permitindo assim uma retomada na atividade.”
Segundo o Presidente da ACPCPSI (Vice–Presidente à época da apresentaçaõ do Projeto de Lei), e Presidente no atual mandato 2018/2020, Luiz Octavio Manes Figueiredo, “O PL vai facultar aos proprietários a opção de reaverem o IR retido. Para isso, o turfe vai ter de sair gradativamente da informalidade, o que mais cedo ou mais tarde vai acabar acontecendo de qualquer forma devido ao controle governamental. Caso o PL seja realmente aprovado em toda a sua tramitação, poderá propiciar aos proprietários reaver o somatório dos seus prêmios anuais até o limite dos 15% retidos diretamente na fonte. Tenho que também agradecer ao criador e proprietário do Stud Eternamente Rio, Luis Felipe Brandão dos Santos, que nos ajudou bastante, participando na elaboração dos textos originais deste Projeto de Lei.”
Também ouvido, o atual diretor da ACPCPSI, Diogo Vianna, também um dos artífices da movimentação junto às autoridades, disse que: “A iniciativa do PL é excelente e certamente trará para a pauta uma discussão interessante que é a oficialização das relações financeiras no turfe. A forma como isso se dará certamente trará benefícios a médio prazo e precisará de muito diálogo num primeiro momento para que profissionais e proprietários encontrem a melhor solução para cada situação.”
Após aprovado em todas as instâncias de tramitação, caberá a receita federal definir a forma como será o procedimento de comprovação e se o JCB deixará de reter ou não os 15% de imposto na fonte dos prêmios pagos à proprietários.
Da Redação