“Estou mais tranquilo do que nunca. Serenidade nestas horas é a melhor opção”. Esta foi à resposta do campeão dos campeões, Jorge Ricardo sobre como estão suas expectativas quanto ao tão sonhado topo do mundo no número de vitórias. Ricardinho conversou conosco nesta quinta–feira e esclareceu a maior dúvida que paira sobre os turfistas brasileiros: E se igualar o recorde num dos páreos na Gávea domingo ou segunda? Segue montando?
“Caso vença, igualarei o recorde e não montarei os demais páreos. Não é justo com os argentinos. Sou um ídolo para eles também, então não seria justo não compartilhar esta alegria com eles também”, esclareceu Ricardinho, que pretende bater o recorde mundial de jóqueis, que atualmente pertence ao canadense Russel Baze (12.844), na Argentina.
O brasileiro atuará em duas reuniões portenhas antes de chegar ao Brasil no domingo: na sexta, em Palermo, assinou dois compromissos, já no sábado, ele terá cinco oportunidades em San Isidro. Perguntado sobre vencer com alguma destas montarias, ele foi incisivo.
“Se tiver faltando apenas uma, vou parar de montar. O importante é chegar aí faltando vitória para igualar o recorde na Gávea. Estou muito feliz em poder estar com os meus torcedores brasileiros neste momento tão importante. Tenhos muitas saudades de montar na Gávea, afinal, vivi momentos únicos por lá”, encerrou o craque.
Portanto, só nos resta aguardar as cenas dos próximos capítulos desta bela história sobre este fenômeno nas rédeas chamado Jorge Antônio Ricardo, de 56 anos, que atua no turfe desde 1976 e carrega no currículo vitórias em importantes provas, muitas estatíticas, enorme determinação e diciplina. O topo do mundo é só uma questão de tempo, as 12.844 estão logo ali.
por Danielle Franca