O Global Sprint Challenge foi suspenso este ano por conta das restrições impostas recentemente ao movimento dos cavalos entre a Austrália, onde a competição deveria começar com o Black Caviar Lightning Stakes (G1), em 17 de fevereiro e Hong Kong, onde termina a disputa. O Desafio, inaugurado em 2005, oferece um bônus de US $ 1 milhão para qualquer cavalo que vença em três, das dez competições em hipódromos (que fazem parte do desafio) diferentes. Ainda não houve um ganhador. O comunicado sobre o cancelamento foi feito nesta quinta–feira (18) pela organização da competição.
"Os organizadores do Global Sprint Challenge acharam que seria injusto organizar uma competição de corridas em que alguns cavalos não pudessem competir em todos os hipódromos. Portanto, lamentavelmente decidimos suspender o desafio em 2018", disse o presidente do comitê da Global Sprint Challenge, Leigh Jordon, no comunicado.
Jordan disse que a intenção é retomar o desafio em 2019 com a expectativa de que as regulamentações de importação entre Hong Kong e Austrália tenham sido normalizadas até então. Ele disse que o hiato também dará aos organizadores "a chance de rever o formato atual, a estrutura de bônus e o patrocínio, e explorar novas e emocionantes iniciativas de marketing".
As autoridades australianas, em setembro de 2017, impuseram uma proibição efetiva da importação de cavalos de Hong Kong, citando questões sobre a biossegurança do transporte. O Hong Kong Jockey Club (HKJC) opôs fortemente à ação, o que impediu a participação de cavalos australianos no Longines Hong Kong International Races em dezembro passado, citando controles rigorosos sobre seus movimentos entre fronteiras e a aprovação de medidas de biossegurança por órgãos internacionais de supervisão.
"Esta é uma ação altamente prejudicial e está em desacordo com a relação econômica substancial entre os setores de corrida, criação e apostas da Austrália e Hong Kong, que existe há muitos anos", disse o diretor executivo da HKJC, Andrew Harding, no momento da proibição australiana.
por Danielle Franca