A prova mais tradicional do turfe sul–americano, o Grande Prêmio Carlos Pellegrini, será disputada mais uma vez, amanhã à tarde, no Hipódromo de San Isidro, em Buenos Aires. A primeira versão deste páreo histórico foi corrida no distante ano de 1.887. E de lá para cá, nos últimos 130 anos, algumas lendas do turfe deixaram sua marca e eternizaram suas participações. Grandes jóqueis, como Irineo Leguisamo, Jorge Valdivieso, Pablo Falero, Jorge Ricardo e Francisco Irigoyen, colocaram os seus nomes na galeria de vencedores, entre tantos outros. E cavalos inesquecíveis, como Escorial, Much Better, Immensity e mais recentemente, Hi Happy, e Sixties Song, também o fizeram. Outro momento inesquecível de um páreo sempre espetacular!
Para se ter a ideia exata do grau de dificuldade para ganhar o Grande Prêmio Carlos Pellegrini apenas seis representantes brasileiros realizaram esta façanha. Em 1959, Escorial, de criação do Haras Guanabara, e propriedade do Stud Seabra, abriu as portas para o primeiro sucesso nacional. Só em 1983, com a craque Immensity, do Haras Ponta Porã, o Brasil voltaria a comemorar este feito, numa tarde perfeita, em que Kigrandi e Kenético formaram a trifeta brasileira na ordem de chegada. O fantástico Much Better, oriundo do Haras J.B.Barros e defendendo as cores do carismático Stud TNT, repetiria o sucesso em 1994.
Gorylla, de criação do Haras Morro Vermelho, e com a farda do Stud Colorado dos Pampas, foi o azarão vitorioso em 2.003. Outras duas vitórias de representantes nacionais aconteceriam posteriormente. Em 2.010, Xin Xu Lin, criação do Haras Pirassununga e propriedade do J.R.Cruz e Tucci, e em 2.012, Going Somewhere, do Haras Phillipson. Amanhã, New In Town, do modelar Haras Regina, tentará ingressar nesta seletíssima galeria de campeões diante de fortíssimos adversários do turfe argentino. Uma tarde de gala. Perfeita para quem ama o esporte dos reis.
por Paulo Gama