Zeca Fragoso Pires explica não pagamento de prêmios em SP 01/12/2017 - 08h55min
Membro de duas tradicionais famílias do turfe brasileiro, José Carlos Lodi Fragoso Pires, 27 anos, assumiu recentemente o cargo de Diretor de Turfe do Jockey Club de São Paulo. Por telefone, “Zequinha”, como sempre me acostumei a chama–lo, ainda menino, nos gloriosos tempos do Haras Santa Ana do Rio Grande, explicou a polêmica decisão de postergar por 60 dias o pagamento dos prêmios dos proprietários do cavalos de corrida de Cidade Jardim. Segundo ele, a necessidade de saldar compromissos inadiáveis com o REFIS, PERT PPI (Programa de Pagamento Incentivado) e outros parcelamentos com o governo federal motivaram a decisão.
“As dívidas do turfe, aos poucos estão se estabilizando. Mas existem outros encargos importantes do clube, tais como INSS e 13º salário, já assumidos anteriormente que precisam ser saldados. Do contrário, a gente seria obrigado a pagar altas multas, além de perder o REFIS. O nosso caixa está furado. Herdamos dívidas trabalhistas, de mais de R$ 10 milhões, em prêmios atrasados. Por isso precisamos ganhar fôlego do ponto de vista operacional. A decisão anterior de pagar os prêmios em 30 dias foi dada muito mais na emoção do que com a razão. O caso agora é diferente. Não podemos falhar nos compromissos assumidos. Então tivemos que fazer a única opção viável.”
Zeca Fragoso Pires assegura que não haverá retrocesso na administração do Jockey Club de São Paulo. O que houve, momentaneamente, foi a necessidade do clube se manter confiável diante dos órgãos governamentais e demais credores. O caos financeiro herdado, segundo ele, aos poucos será equacionado. Com relação ao futuro do turfe em São Paulo, o jovem dirigente se diz bastante otimista. “A Comissão instituída para dirigir o clube é formada por pessoas competentes e interessadas. Porém não se resolvem problemas graves em curto espaço de tempo. O turfe vai se levantar em São Paulo. Pode me cobrar depois”, concluiu.
por Paulo Gama |