NOVA GERAÇÃO, A ETERNA FONTE DE INSPIRAÇÃO
Desde a disputa das primeiras provas para a nova geração, no início do ano, até agora na mudança da idade, em cada páreo existe aquele suspiro de expectativa. São potros e potrancas. E, portanto, tudo pode acontecer. Alguns são precoces e logo demonstram suas aptidões. Ou então, deixam claro não ter nascido para o ofício. Outros, os denominados tardios, ainda estão verdes e desengonçados. E, como se fossem bebês, eles primeiro precisam aprender a engatinhar, para depois começarem a andar com as próprias pernas. Para os criadores, os potros representam a vitrine do haras. São a esperança de bons negócios no futuro. Proporcionam o orgulho de ter feito a boa escolha dos reprodutores e das matrizes. Para os proprietários, eles são a possibilidade de realizar o sonho de ter um craque com a sua farda. A vaidade pessoal de ter sido sagaz e audacioso no leilão. Para os turfistas, os páreos de potrinhos trazem o privilégio de ver a história de um craque se materializar diante dos próprios olhos.
Esta semana, no Hipódromo da Gávea, tivemos a disputa da Prova Especial Risota, para potrancas, e da Prova Especial Roi Normand, para potros. Duas carreiras com caráter preparatório para as Taças de Prata. Na versão feminina vivenciamos aquela sensação de nostalgia. Afinal, a ganhadora, de ponta a ponta, foi Six Flags, castanha filha de Drosselmeyer em Super Hina, por Choctaw Ridge, que envergou a gloriosa farda da Fazenda Mondesir. Direção tranquila de Waldomiro Blandi e preparo sempre eficiente de Venâncio Nahid. Six Flags, fácil ganhadora na estreia em pista de areia pesada, depois fechou a raia numa grama leve na corrida seguinte. Agora, outra vez em pista anormal, na grama, voltou a deslanchar. Será uma preferência pela chuva, ou apenas mera coincidência do destino? Só o futuro nos revelará tal resposta.
Na versão masculina surpreendeu o triunfo autoritário de Quarteto de Cordas, criado pelo Beverly Hills Stud, e com a bela farda do Stud Sol Marte. Filho do bem–sucedido reprodutor Rock Of Gibraltar e New Hampshire, por Punk, o pensionista do excepcional treinador cearense, Luís Esteves, tocou sinfonia das mais afinadas. Largou pela baliza de fora, desfavorável em grama pesada, mas recebeu direção inspirada de Luan Silva Machado. Já colecionava duas vitórias no retrospecto. Porém, havia decepcionado no Grupo I corrido na semana do GP Brasil. Vamos esperar a Taça de Prata para verificar se este potro tão vistoso possui regularidade para voar mais alto.
V.GIL, UM JÓQUEI NOTA MIL
No dorso de Katatau, do Haras Nacional, e treinamento de Daniel Lopes, o bridão Valdinei Gil chegou a marca de 1.000 vitórias. Aos 31 anos, o piloto atravessa a melhor fase de sua carreira e tem demonstrado a mais absoluta confiança no dorso dos seus conduzidos. E por isso, no momento conta com a confiança de quase todos os proprietários e treinadores cariocas. Voltou a ter ótima semana nas pistas e pode chegar ao bicampeonato da estatística se mantiver o foco.
PURO–SANGUE MELHOR APRESENTADO
Numa semana de várias apresentações destacadas por parte dos treinadores cariocas a escolha ficou bem difícil. Porém, nos chamou bastante a atenção a boa forma de Reservado, do Stud Helena Bruzzi Vianna. Fez galope de apresentação vistoso, altivo e na raia atropelou de forma insofismável para conquistar convincente triunfo. Parabéns a Christiano Oliveira pelo estado atlético do seu pupilo.
JOQUEADA DA SEMANA
A aprendiz de joqueta Victória Mota vive um belo caso de amor com o agora oito anos Afetuoso, castanho de propriedade de sua mãe, Juliana Dias, e treinado por seu avô, Odyr Jorge Meneses Dias, o popular Cai Cai. Na temporada inicial de sua carreira profissional, Victoria obteve a primeira vitória com ele, e encerrou a temporada de 104 vitórias em seu dorso. Entrosamento perfeito. A direção da menina foi antológica. Apesar do conflito de interesses, pois sou o seu agente de montarias, não posso deixar de ressaltar a sua performance espetacular.
