MUAY THAI, O SEGREDO GURDADO A SETE CHAVES POR CARLOS LAVOR
Carlos Geovani Lavor já venceu todos os principais clássicos do calendário nacional. Tricampeão do Grande Prêmio Brasil, com Troyanos e Villach King(2), ganhador de duas tríplices–coroas, através de Virginie e Be Fair, e tantas outras conquistas com Satyr, Country Baby, Poker Face, Roxinho, e mais recentemente com High Chris e Gibraltar Point. Nenhum turfista discute as suas qualidades técnicas e o seu vasto repertório no dorso de um puro–sangue. Nas últimas semanas, entretanto, o cara tem estado demais. Lavor tem chamado a atenção por não perder um mano a mano nos páreos da Gávea. Além disso, tem assinado montarias em todo tipo de páreo, independente no nível técnico da competição. Tem corrido os seus conduzidos bem mais perto do que de hábito, com exceção daqueles, como Kris Five, do Stud Mendonça, ganhador da milha internacional, que prefere atuar no fundo do lote.
Na TV Turfe, esta semana, os comentaristas, de maneira informal perguntaram no ar: Por que o Lavor está tão irresistível? Depois de fuçar a rotina deste senhor de 47 anos, que tem dado canseira na garotada do hipódromo carioca, descobrimos um segredo guardado por ele a sete chaves. Este segredo se resume em duas simples palavras: MUAY THAI. Nos últimos dois meses, duas vezes por semana, Lavor faz aulas desta arte marcial surgida na Tailândia há mais de dois mil anos. O esporte mais importante daquele país consiste numa poderosa disciplina física e mental, que inclui golpes de combate em pé, com ênfase para os punhos, cotovelos, joelhos, canelas e os pés. Os maiores benefícios da luta marcial asiática, além do condicionamento físico, está no alto nível de concentração e auto confiança desenvolvido nos praticantes.
Lavor começou a receber aulas do seu personal–training, no Clube Carioca, na Rua Jardim Botânico, com o objetivo de perder peso com maior facilidade. Um treino puxado permite eliminar cerca de 1.500 calorias, segundo ele. O aquecimento para o início do treinos é bastante agressivo com corrida, polichinelos, flexões de braço, saltos, alongamentos, abdominais e agachamentos. Os praticantes do MUAY THAI, depois de algum tempo dedicado à arte marcial, desenvolvem a flexibilidade e passam a ter os músculos mais torneados. No aspecto mental, proporciona a sensação de prazer e de tranquilidade, além de potencializar de forma significativa a concentração e a disciplina nas obrigações do dia a dia. Segundo Júlio César Rodrigues, amigo particular de Lavor, e seu ex–agente de montarias, desde que o jóquei começou a praticar o esporte tem estado mais confiante, disciplinado e feliz.
“A melhora no estado atlético é indiscutível. Mas o que mais me chamou a atenção foi a alegria do Lavor com as coisas mais simples. Toda a família tem participado deste projeto. As crianças vão com ele para a academia e a mulher, Carol também. Só quem ainda não está nesta onda de arte marcial é o Artur, que ainda é bebê. Mas ele fez um sucesso danado na semana do Grande Prêmio Brasil, nos braços do pai nas fotos das vitórias”, conta.
PURO–SANGUE MELHOR APRESENTADO
Rebuscado, da Coudelaria Família Monteiro, entrou para o galope de apresentação em estado atlético exuberante. Fez cânter de chamar a atenção e o triunfo passou a ser mera formalidade. O treinador José Ferreira dos Reis merece o destaque, pois atravessa a melhor fase de sua carreira profissional. Direção eficiente e tranquila da joqueta Victória Mota.
JOQUEADA DA SEMANA
Lavor voltou a deitar e rolar na Gávea e em Cidade Jardim, com Gibraltar Point, do Haras Kigrandi. Porém, já falamos muito dele no início desta coluna. Gostaria de destacar o bridão Muriel Silva Machado e o aprendiz Ariel Farias. Muriel fez ótima temporada e foi muito boa a sua direção em First Champion, do Stud São José dos Bastiões e treinamento de Valter Lopes. Percurso limpo, tranquilo e sem firulas, características dos bons jóqueis. Ariel esteve impecável na égua Duorum, do Stud Bico Doce, e preparo de Jairo Borges. Correu na expectativa, por dentro, e arrancou sua pilotada no momento certo para fazer partida curta e seca rumo ao triunfo. Mais um bom valor da escola de aprendizes da Gávea.
JEANE ALVES CAMPEÃ
Talvez leve algum tempo para se ter a dimensão exata do que representa uma joqueta ser campeã da estatística no turfe paulista. Tempos atrás este fato seria algo inimaginável. Com muita dedicação na batalha do dia a dia, a pequenina Jeane domou as feras e conquistou a vitória mais significativa das mulheres no meio turfístico que se tem notícia. Parabéns a Jeane Alves pela tenacidade, coragem e amor à profissão. Com o seu título de campeã, ela abriu caminho para dias melhores entre as joquetas na história do turfe brasileiro. A sua direção no dorso de La Vie En Rose, do Stud Neverending, no GP José Paulino Nogueira, foi um primor. O turfe não pode ser diferente do resto do mundo. E as mulheres pedem passagem! Parabéns!
