Temporal causa estragos na rotina do prado carioca 22/06/2017 - 09h37min
O belíssimo Hipódromo da Gávea não passou incólume depois da catastrófica chuvarada da última terça–feira. Ontem foi dia de juntar os cacos nas dependências do prado. Sobretudo nas cocheiras. Autêntico mutirão de funcionários nas vilas hípicas se fez necessário. A solidariedade, entre os profissionais de turfe, para recuperar os danos e contornar os estragos causados pela tempestade, teve papel fundamental na solução dos problemas. O dia seguinte da raia foi pouco produtivo. O treinador José Ferreira Reis, o Reizinho, ainda levou alguns pensionistas para galopar. A maioria dos colegas, entretanto, teve de limpar as camas de serragem, destruídas pela chuva. Os treinadores mais atingidos contaram com a colaboração dos colegas para tirar os cavalos dos boxes alagados e transferir para outros, em melhores condições.
Sem cavalos na pista para se exercitar, os aprendizes foram liberados mais cedo para voltar a escola. Por volta das 7h da manhã, a garotada já estava tomando café na escolinha. A esperança de pista de grama para os páreos do final de semana é remota. Para a programação de sábado parece quase impossível. A frente fria, entretanto, se afasta do Estado do Rio de Janeiro em direção ao oceano. Por isso, se sol confirmar presença hoje, amanhã e no sábado, a boa drenagem da raia de grama carioca pode fazer a alegria dos proprietários no domingo. O Clássico João Goulart, em 1.400 metros, na areia, não será afetado. Apesar da intempérie, entre mortos e feridos, todos estão salvos. Vida que segue no turfe carioca.
por Paulo Gama |