ENFIM, A PRMEIRA ESTATÍSTICA DE VALDINEI GIL
Com vantagem de 20 vitórias na liderança do ranking carioca de jóqueis, o bridão Valdinei Gil, aos 31 anos, já pode comemorar a conquista de sua primeira estatística. Com 165 vitórias no ano hípico de 2.016/2.017, o popular “Dragão” está suspenso nas reuniões das próximas sexta–feira e sábado. Porém, faltam apenas cinco programações para o encerramento oficial da temporada. E convenhamos, mesmo para um jóquei de qualidade e com 18 anos feito Leandro Henrique (145 vitórias), parece missão impossível descontar tamanha diferença em tampouco tempo. A partir do dia 1º de julho recomeça o tira–teima entre eles para o novo ano hípico 2.017/2.018. Wesley Matheus Silva Cardoso, terceiro colocado da atual temporada (135 vitórias), tem evoluído bastante, e deve ser considerado como um possível intruso neste duelo particular de Gil e Leandro nas duas últimas temporadas. Afinal, Cardosinho, no momento, está a 10 vitórias do vice–líder, e a 30 do virtual campeão. Pode vir a ser a surpresa da próxima temporada.
Valdinei Gil é espécie de anti–herói como atleta. Fumante inveterado, este gaúcho da pequenina Sananduva, cidade com cerca de 20 mil habitantes, localizada no noroeste do Rio Grande do Sul, compensa qualquer deficiência do preparo físico com expressivo talento. Jóquei contratado do Haras Santa Maria de Araras, ele monta semanalmente para todos os principais proprietários e treinadores do turfe carioca. O seu nível de aceitação é absoluto. O aproveitamento, perto dos 20%, foi o maior responsável por conseguir derrotar Leandro Henrique, ganhador da estatística do ano passado. Enquanto Gil, com 809 montarias obteve 165 triunfos, Leandro, com 985, faturou 20 pontos a menos. A vitória de Gil é merecida. Teve desempenho destacado nas pistas nos páreos de turma, embora o resultado na esfera clássica, sexto do ranking, tenha sido abaixo da normalidade.
PURO–SANGUE MELHOR APRESENTADO
Numa semana sem provas clássicas, alguns treinadores apresentaram os seus pensionistas em forma atlética digna de destaque nos páreos de turma. Daniel Lopes, jovem treinador de família repleta de bons profissionais, colocou na raia Encanto da Luz, do Stud Embalagem, em perfeito estado atlético no sexto páreo de domingo. A neta de Romarin largou com velocidade, pela baliza um, e proporcionou a 100ª vitória na curta carreira de 10 meses da aprendiz de joqueta, Victória Mota. Parabéns a todos. Gostaria de fazer menção honrosa a outro jovem, Victor Lahass. Queen Eugênia, do Stud Teljumafer, fez galope de apresentação espetacular e, com boa direção de Vagner Borges, se impôs com firmeza as suas adversárias na quarta prova de sábado.
JOQUEADA DA SEMANA
Carlos Geovani Lavor esbanjou classe, motivação e preparo atlético no dorso de Despachada, defensora da farda do Stud Mendonça. Leonardo José Reis fez inscrição inteligente, num páreo mais fraco, e onde sua pensionista era única com quatro aos do lote. A filha de Public Purse, entretanto, muito manhosa, precisou contar com bela joqueada do piloto. Largou com preguiça, mas Lavor logo a catucou. Custou a engrenar em toda a reta com muita preguiça para atropelar. Porém, Lavor queria muito vencer para o mesmo proprietário de Kris Five, ganhador da milha internacional. Despachada então desistiu da recusa ao apelo insistente do seu jóquei. Embalou com tudo e cruzou o disco em primeiro lugar. Ficou a nítida impressão, entretanto, que Lavor seria o único jóquei em atividade no turfe brasileiro a fazê–la vencer na oportunidade. Menção honrosa para Anderson Paiva em dois triunfos consecutivos no dois primeiros páreos de sábado, com Duorum, do Stud Bico Doce, e Fuganti, de André Luiz Dourmortout de Mendonça, respectivamente. Bom preparo dos competentes Jairo Borges e Cristina Resende, entre os melhores das estatística.
VICTORIA MOTA
Por ser o seu agente de montarias, o conflito de interesses e a ética me obrigam a ser bem discreto com relação aos elogios a minha pupila Victória Mota. Entretanto, gostaria de lhe parabenizar por ter chegado as 100 vitórias em menos de um ano de profissão. Trata–se de um mundo extremamente machista este do turfe. Mas Victoria é uma menina corajosa. E por isso, tem se saído bem. O seu amor a profissão, o seu carinho no dia a dia com os cavalos, os verdadeiros astros deste espetáculo, e o seu respeito aos colegas de profissão vão sempre lhe abrir os caminhos. Me sinto honrado de trabalhar com ela, depois de ter tido a oportunidade de fazer este serviço para tantas estrelas do turfe brasileiro. Parabéns Victória Mota! Vamos lá! Só faltam 12.712 vitórias para você alcançar o Jorge Ricardo!
