TROYANOS, O PRIMEIRO TRIUNFO DO TRICAMPEÃO C.LAVOR
Troyanos foi um corredor extraordinário. E o seu treinador, Wilson Pereira Lavor, nasceu para o ofício. Em 1989, ele reinou absoluto no cenário turfístico nacional, com aceleração espetacular dos 400 metros finais até o disco de chegada. Corrido para uma partida curta, Troyanos conquistou a Trump Cup, prova promovida numa época em que Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, era apenas um homem de negócios. O então megaempresário vislumbrou no mercado brasileiro boa opção de investimento e decidiu patrocinar um páreo que reunisse os melhores puros–sangues do Brasil. Montado pelo jovem Carlos Lavor, ele não deu confiança aos seus adversários, tendo como pano de fundo o belo prado carioca.
O Grande Prêmio Brasil de 1989 teve um campo dos mais reduzidos. Em primeiro lugar, uma gripe equina desfalcou a prova. Além disso, a presença de Troyanos também afugentou outros possíveis candidatos. O craque, entretanto, conviveu durante toda sua campanha com problemas de casco. No dia da corrida, em que Troyanos era a primeira pule de devolução de capital na história da prova, a ordem dada a Lavorsinho por seu pai Wilson lhe deixou preocupado. “Corre tranquilo, como de hábito, para uma partida curta. Se o cavalo perder não tem problema. Eu assumo a culpa e a responsabilidade pela derrota”. Acostumado a ouvir o pai dizer sempre que o cavalo era barbada, Lavor foi com receio para o alinhamento. Na corrida, a vitória veio de forma sofrida, por cabeça, para cima de Laurus, montado por Gabriel Meneses e treinado por Leo Cury.
Só depois da prova, Lavor foi informado que o cavalo tinha tido problemas no casco durante toda a semana. Aos 19 anos, o garoto Carlos Lavor começava a escrever sua carreira de enorme sucesso, em que viriam mais dois triunfos na maior prova do turfe nacional, com Villach King, em 1991 e 1993. Mas, estes são outros dois capítulos para serem contados depois, através desta longa jornada do Grande Prêmio Brasil.
