À
Luiz Alfredo Aranha D’ascragnolle Taunay
Presidente do Jockey Club Brasileiro
Carta Aberta
Caro Presidente,
AUSTERIDADE
Só agora pude ler com calma a sua carta de fevereiro do corrente ano na qual, logo de cara, somos brindados com uma redução no custeio do JCB, com importância superior a R$ 5 milhões, o que vem a corroborar com tudo que foi dito neste site pela diretoria da ACPCPSI. Essa quantia representa – para um clube de corrida de cavalos –, poder patrocinar mais quatro GPs Brasil por ano, o que seria uma injeção na veia da nossa instituição.
Algumas reduções saltam aos olhos, tais como o valor que era pago para fornecimento de oxigênio, lixo, assessoria de imprensa, limpeza, tratamento de água, advogados externos e etc... Sem querer entrar no mérito, fica claro que uma avalanche de “água” escorria pelos dedos do clube. A folha de pagamento ser desonerada em mais de R$ 1 milhão (penso que ainda vai cair muito) sempre foi uma reivindicação coletiva dos associados, e nossa em particular.
Outro ponto que sempre defendemos foi a redução na taxa de transferência, sob a alegação de que a mesma seria positiva para os cofres da instituição. Na sua “Prestação de Contas” restou provado aquela assertiva, já que a diminuição de R$ 100 mil para R$ 60 mil (ainda cabe espaço para diminuir mais) o clube teve um faturamento extra de quase R$ 2 milhões.
Vejo também que a sua gestão conseguiu melhorar o Contrato firmado para realização do “Rio Open”, conseguindo “Reforço de Carga e Troca de Iluminação”, tudo isso por parte da empresa produtora do evento, além de um naipe de benfeitorias (não eleitoreiras) realizadas na Sede da Lagoa. A troca do relógio da Longines (R$ 500 mil), por um idêntico (R$ 30 mil) mostra que se não déssemos um basta – como de fato demos – os nossos “bezerros”, uma hora dessas, já estariam no brejo.
Outra coisa que sempre defendemos foi a utilização dos funcionários do clube para execução de determinados serviços (incluindo a controvertida poda de árvores). Vejo que o seu mandato caminhou nesta direção economizando mão de obra para serviços diversos, como: telhados, reforma da sauna seca, construção de sauna a vapor e a sala das joquetas.
TRANSPARÊNCIA
Neste tópico, vai aqui um ESPECIAL pedido, algo muito importante para a nossa sociedade, que seria disponibilizar a íntegra do, também controvertido, Livro Razão do JCB (aquele que não foi hackeado), o que poderia ser feito através do “Sistema Multi Clubes”, protegido por senha, acabando de vez – presente e futuro –, com a possibilidade de alguém onerar o clube com despesas, digamos, horripilantes, tais como múltiplas viagens internacionais (que já acarretaram frondosos reembolsos) e jantares, espetaculares, no Fasano que contribuíram apenas para a indústria de bebidas francesa e não para o PSI. Quanto a isso, sempre soubemos (até nos períodos mais fervorosos de OPOSIÇÃO aos seus mandatos), que não seria o seu caso onerar desta forma o caixa do clube.
Com relação a este tópico ainda, preciso transmitir–lhe o desejo dos associados (de muitos deles) para que a atual administração possa dar uma versão correta do que foi feito com vários objetos do clube que parece terem ido embora da Sede, tais como móveis, tapetes, piano, fontes e etc...
No mais, particularmente, como, desde as eleições, não tive oportunidade de lhe encontrar, desejo–lhe sorte para levar esta instituição adiante.
Luiz Fernando Dannemann