Bal a Bali, orgulho brasileiro nos EUA 12/03/2017 - 09h55min
O triunfo de Bal A Bali, o último tríplice–coroado do turfe carioca, ontem à tarde, no Hipódromo de Santa Anita, trouxe enorme saudade aos corações de todos os verdadeiros turfistas. Aos seis anos, o craque treinado por Richard Mandella, correu bem ao seu gosto, no bloco intermediário, entre a terceira e a quarta posição. Na reta final, arrancado para fora por Javier Castellano, um dos melhores jóqueis do mundo na atualidade, atropelou forte para obter bela vitória no Frank E. Kilroe Mile, prova de Grupo I, com dotação de U$ 400 mil para o proprietário do ganhador, no caso a Calumet Farm.
Ter o privilégio de presenciar a classe de um craque tão espetacular feito Bal A Bali, nos reporta a inexorabilidade do tempo. Parece que foi ontem. Eu era agente de montarias do Vagner Borges, o jóquei do grande campeão. O meu amigo José Augusto Castelões, o popular Nabo, estava vivo. E ele era fã de carteirinha do melhor cavalo que o Stud Alvarenga já teve. Morreu um mês antes da conquista da coroa. Que pecado mortal! Em minguados três anos tanta coisa mudou em nossas vidas. Bal A Bali, entretanto, continua o mesmo. Aos seis anos, ele ainda é altivo, raçudo e com aquela aceleração que só os campeões possuem. Vê–lo correr é um daqueles enormes prazeres que a vida nos proporciona. Graças a Deus!
por Paulo Gama |