Com um quadro geral de grave crise administrativa e financeira, o Jockey Club de São Paulo realizará eleição para renovação de sua diretoria no próximo dia 14 de março. Dois grupos concorrem ao pleito: a chapa da situação, indicada pelo atual presidente Eduardo da Rocha Azevedo e que tem seu vice, Ricardo Vidigal, como candidato; e a chapa da oposição, que apresenta o nome de Antonio Zimmerle para o conselho ao lado de outras importantes figuras do turfe paulista, como Benjamin Steinbruch, Alessandro Arcangeli e Samir Abdenour. As chapas deverão ser oficialmente registradas até o próximo dia 6 de março.
Diante da atual situação do JCSP, o associado rechaça o continuísmo e sinaliza com o desejo de mudanças. São dois anos sem pagamento de prêmios a criadores e proprietários. Quase seis meses de atraso nos salários dos funcionários, que também não estão tendo INSS pago e FGTS depositado. Dívidas com fornecedores, bancos e impostos não pagos, sendo que o montante devido de IPTU, de acordo com recente relatório da própria diretoria, é de cerca de R$ 190 milhões, apesar da venda de patrimônio feita para zerar essa conta, que era de cerca de R$ 230 milhões em março de 2011, quando assumiu Rocha Azevedo.
Os funcionários estão em greve e os serviços do clube têm sua qualidade comprometida. O movimento geral de apostas despencou e muitos proprietários foram embora para a Gávea e para o Cristal, em busca de melhores oportunidades para seus cavalos. Treinadores e jóqueis também seguiram por esse caminho, assim como o público apostador, que, pouco a pouco, vai deixando de ter interesse nas carreiras de Cidade Jardim.
Pelo novo estatuto, os sócios escolherão 12 candidatos ao Conselho Administrativo, mais três para o Conselho Fiscal e outros três suplentes para o Conselho Administrativo, totalizando 19 nomes. Uma vez eleitos, aqueles 12 primeiros definirão o nome do novo presidente do Jockey Club de São Paulo.
Cyro Fiuza