Ontem, dia 15 de fevereiro de 2.017, o jóquei Waldomiro Blandi completou 44 anos. Radicado no turfe carioca há um ano, conseguiu encerrar os seis primeiros meses no turfe carioca entre os 10 melhores colocados na estatística. A meta para esta segunda temporada é ficar entre os cinco primeiros. Este objetivo foi alcançado até o momento, pois ocupa justamente o quinto lugar, com 71 vitórias. Experiente, vitorioso e com conquistas clássicas importantes em seu currículo, Blandi é assíduo aos matinais e trabalha de forma árdua em busca de boas montarias.
“Fui muito bem recebido por proprietários e treinadores cariocas. Os colegas também têm sido leais apesar da disputa na raia ser dura, com enorme competitividade. Trabalho no Vale do Itajara, em Secretário, as quartas–feiras, e no CT Verde e Preto, em Teresópolis, nas quintas, devido ao contrato com o Haras Regina. Procuro estar nos outros dias na Gávea para dar uma mão aos treinadores do hipódromo. Neste início de ano, por causa dos potros, tenho trabalhado no haras também às sextas–feiras. Este detalhe tem atrapalhado um pouco o serviço no prado”.
Com a mulher e os filhos adaptados a vida no Rio de Janeiro, Blandi se diz satisfeito com a guinada de sua carreira profissional, depois de longos anos de atividade em Cidade Jardim. “Tudo aqui é diferente. Ritmo de corrida e de serviço nos matinais. A corrida em São Paulo é mais cadenciada e nos treinos os exercícios são sempre com início mais lento e arremate forte nos 400 metros finais. Aqui do Rio, o páreo já sai acelerado. Por isso, os treinadores precisam sapecar mais os cavalos para eles conseguirem acompanhar o páreo desde a largada”, analisa.
A oportunidade de montar para o Haras Regina trouxe grande alegria ao experiente piloto. O esquema profissional da equipe e a camaradagem entre os colegas de trabalho é bastante elogiado por ele. “O Beto Solanês é um rapaz talentoso e focado no trabalho. A turma de apoio veste a camisa. E os redeadores e cavalariços trabalham com dedicação e contentamento. Estou muito feliz com a chance que recebi e espero retribuir com vitórias clássicas, que é o objetivo da coudelaria”, encerra.
por Paulo Gama