FESTA DA TRÍPLICE–COROA VAI COMEÇAR EM GRANDE ESTILO
Sem dúvida, o turfista carioca vai ter semana de tirar o fôlego. No próximo domingo serão disputados, no Hipódromo da Gávea, os Grandes Prêmios Estado do Rio de Janeiro, 1ª prova da tríplice–coroa dos potros, e Henrique Possolo, a versão das potrancas, as duas primeiras cartadas na tentativa de chegar a glória de ser tríplice–coroado. Os campos das duas provas estão numerosos, com 18 concorrentes. Não me parece o ideal tantos puros–sangues na raia. Existem os aventureiros, que tentam uma cartada. E a presença deles, as vezes prejudica algum dos verdadeiros candidatos, que no sorteio, vão parar em balizas desfavoráveis. De qualquer forma, existem nomes muito fortes, potros e potrancas de classe. E a gente torce para que um desses nomes imponha sua categoria. Assim, a esperança de ter um tríplice–coroado em 2.017 permanece. É sempre um sonho que povoa a mente de criadores e proprietários.
Na prova dos potros seleciono English Major, Edotto, Voador Magee, Devil Cat, Guaruman e El Shaklan, este último prejudicado pela posição desfavorável no partidor. Existem outros bons potros, mas estes foram os que me chamaram mais atenção até agora. Na prova das potrancas Et La Vie Continue, Pista Olímpica, No Regrets, Etapa Vencida, No No Caroline e Electora, outra também desfavorecida no sorteio. Os dois ganhadores das preparatória, Edotto e Et La Vie Continue, largam em boas balizas e pode confirmar o resultado anterior. Mas, todos sabem que existe significativa diferença entre um páreo de caráter de preparação e aquele em que há muita coisa importante em jogo. Existe apenas uma certeza: será tarde turfística inesquecível.
PURO–SANGUE MELHOR APRESENTADO
Numa semana de vários puros–sangues bem apresentados vou destacar o mestre Dulcino Guignoni com o potro Maluco Beleza, do Stud Rio Dois Irmãos, e criado no modelar Haras Vendaval. Mais um show de competência na preparação para os percursos de fundo. Tem domínio absoluto neste tipo de competição. Menção honrosa para o meu amigo José Luís Pedrosa Júnior com o seu valoroso Vetor Corunilha, do Stud Red White Black Blue. Perspicácia para mudar a tática de corrida, de correr na frente, invés de atuar para atropelar. E muita alegria para quem confiou no seu taco e faturou pule acima de 10 por 1. Fui um deles.
JOQUEADA DA SEMANA
Josnir Ribeiro voltou com tudo à profissão. Pintou talentoso na escola de aprendizes e fez algumas bobagens vida afora. Mas, com a ajuda do treinador Luís Esteves, tem dado a volta por cima. Parece focado. Tem bom peso, técnica e frieza. No dorso de Punta, do Haras Santa Rita da Serra, e treinamento caprichado de Fabrício Borges, deu show de competência. E vale registar que quando a estrela brilha é preciso aproveitar. No clássico Antônio Carlos Amorim recebeu um presente de Valdinei Gil, jóquei da favorita Daffy Girl, que fez firula na hora errada e se deu mal. J. Ribeiro tomou um susto tão grande que chegou a perder as rédeas. Mas recuperou–se a tempo de levar Dust Cup, da simpática farda do Haras Fronteira P.A.P, ao triunfo. Menção honrosa para Wesley Silva Cardoso com Surfe, de André Luiz Dumortout de Mendonça, e preparo de Crisitina Resende. Direção típica do jóquei que está voando. Com a confiança lá em cima. No mais alto grau. Encostou em V. Gil e L. Henrique, na estatística. Se eles bobearem, Cardosinho vai passar o cerol. Bem ao seu estilo, de mansinho, e sem fazer barulho.
O DERBY DE VALPARAÍSO
O simulcasting internacional da PMU nos proporcionou bela festa do Derby Chileno, no Hipódromo de Valparaíso, local onde será disputado o Latino–americano este ano. Que festa de arromba! Hipódromo abalroado de gente, famílias fazendo piquenique no peão do prado, barraquinhas de acampamento, crianças correndo para todo lado, paixão pelos cavalos. Muita agitação. Uma maratona de páreos, que começou de manhã e só terminou à noite. Me deu saudade dos tempos de menino aqui na Gávea. Arquibancadas lotadas, presença de mulheres, crianças, de adolescentes e de famílias. Esta fórmula era mágica. Já pensou, se no próximo domingo, a gente colocasse aquela multidão para ver a abertura da tríplice–coroa? Parece impossível? Eu também acho. Para isso seria preciso gastar dinheiro com marketing. Flertar com a mídia. Avisar a sociedade carioca que existe uma bolada, R$ 800 mil, na quinexata, para concorrer. Aumentar para R$ 1 milhão, dar R$ 200 mil de lambuja, e fazer fumaça. Mas, seria preciso ter outra mentalidade. Estamos longe de fazer estas maravilhosas loucuras. Por enquanto: Chi! Chi! Lê! Lê! Viva Chile!
