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Junho | 2016

Daffy Girl vai tentar ser a sexta égua a vencer o GP Brasil
07/06/2016 - 10h13min

A história do Grande Prêmio Brasil, iniciada em 1933, com o triunfo do tordilho Mossoró, propriedade de F.J.Lundgren, até o triunfo de Barolo, do Haras Santa Rita da Serra, na temporada passada, só possui cinco éguas vencedoras. O primeiro triunfo das fêmeas ocorreu em 1950 através da lendária Tirolesa, do Stud Seabra, uma extraordinária corredora argentina, expoente máximo de sua geração, que conquistou a prova aos seis anos. Passaram–se 23 anos até que em 1973, outra égua oriunda da Argentina, a castanha Fizz, da Coudelaria Palermo, também aos seis anos de idade, impusesse sua classe diante dos machos. Foi preciso mais uma década para que, em 1983, Off The Way, do Haras Faxina, conseguisse marcar o terceiro ponto da história para a ala feminina. Mas, no ano seguinte, em 1984, a história de repetiria. Anilité, do Haras Santa Ana do Rio Grande, repetiria o triunfo das éguas, o quarto em tantos anos. Dezessete anos mais tarde, em 2.001, foi a vez de Queen Desejada, do Stud Alvarenga, marcar o quinto triunfo feminino na longa história da maior prova do turfe nacional.

Agora, 15 anos depois, em 2.016, Daffy Girl, espetacular ganhadora de dois Grandes Prêmio Dianas, no eixo Rio/São Paulo, e do Grande Prêmio Cruzeiro do Sul, o Derby, em que pulverizou sem piedade os melhores potros de sua geração, tenta conseguir a façanha de assinalar o sexto triunfo das éguas. Líder absoluta nas pistas brasileiras, Daffy Girl é a maior atração da prova. Em primeiro lugar por seu cartel invejável e, depois, por sua versatilidade para atuar onde for preciso de acordo com o ritmo da carreira. Se o páreo sai veloz, ela fica na expectativa para decidir no final. Em caso de a prova possuir aceleração cadenciada, a própria Daffy Girl constrói o trem de corrida, fato que ocorreu no Grande Prêmio Doutor Frontin, a preparatória para a corrida de domingo, em que venceu de ponta a ponta. O seu único calcanhar de Aquiles é a raia pesada, pista responsável pelos únicos fracassos em sua campanha.

por Paulo Gama



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