Sem
perdão 27/05/2008 - 11h09min

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O segundo e derradeiro mandato do Sr. Taunay encontrou seu desfecho, na prática, ontem,
segunda-feira.
Sr. Taunay: sua gestão foi péssima!
Srs. Diretores: seu
trabalho subserviente foi incompatível com a tradição do clube e com as práticas administrativas mais
elementares.
O Jockey Club Brasileiro, ao longo dos últimos oito anos, vem sendo machucado por
gestão pouco ou nada afeita à atividade principal do clube; gestão de (síndico) de uma cabeça-de-porco.
Cabeça-de-porco o Jockey Club Brasileiro não é.
Em sua quase secular existência a
entidade gerou milhares de empregos, milhões em impostos e proporcionou convivência pacífica entre seus sócios.
Tal tradição restou abandonada pela diretoria Taunay, notável por seu espírito nada agregador,
incoerente com a vocação do importante clube de corridas situado na Zona Sul do Rio de Janeiro e não em uma
fazenda de café do século XIX .
Trata-se de entidade detentora de carta patente para a
exploração de jogo em país aonde os jogos de azar são proibidos.
O Jockey Club Brasileiro
detém em mão uma mina de ouro limitada à produção de bijuterias nos últimos oito anos.
À
proliferação de restaurantes abertos ao público pela administração que se despede - financiada pelos recursos dos
sócios, turfistas ou não - se contrapõe inédita queda no movimento geral de apostas-MGA.
Uma
administração marcada mais pela preocupação de perseguição à crítica lúcida do que com a manutenção do ativo
patrimonial e moral do clube.
Chegada a hora da cobrança, quis o destino fosse revelada a
verdadeira motivação do presidente para não concorrer a um terceiro mandato.
A atual
administração quebrou o clube: por falta de pagamentos gerou cobrança judicial superior a 50 milhões de reais, que
serão pagos pelos sócios diretamente ou por alienação de patrimônio.
Essa a herança objetiva
da administração Taunay.
O Jockey Club Brasileiro e seus sócios certamente utilizarão os meios
próprios para cobrar os prejuízos que lhes foram impingidos por vaidade ou ignorância ao longo dos últimos oito
anos.
Segunda-feira será corrido o último páreo da era Taunay, encerrando ciclo nefasto de
maldades contra o clube, contra os sócios e contra o turfe.
Aguarda-se dos sócios, informados
e decerto apreensivos, que a candidatura da situação receba o apoio que certamente merece: nenhum.
Aguarda-se do futuro presidente Dr. Claudio Ramos, advogado de escol, a utilização dos símbolos da
Justiça.
Mais a espada que a balança.
ACPCPSI
A Diretoria |