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Núcleo Terrestre - Stud H & R
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Oviedo - Stud H & R
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Tenuta Poggione - Haras do Morro
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Off the Curve - Stud H & R
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Sonho Bom - Stud H & R
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Online - Stud Verde
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Olympic Maurren - Stud H & R
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Oteque - Stud H & R
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Kempes Love - Stud Verde
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The Lord - Stud H & R
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Submarino - Haras Figueira do Lago
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Ronigol - Stud Verde
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Sargent Pepper - Stud H & R
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Spartan Lius - Coudelaria Atafona
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No More Trick - Stud H & R
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Spartan Lius - Coudelaria Atafona
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Dreamer Winner - Haras Iposeiras
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Ronigol - Stud Verde
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Maryland - Stud Verde
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Jeep do Jaguarete - Coudelaria Jéssica
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Meu Amor Maior - Stud 13 de Recife
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Le Gonfalon - Stud Verde
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Minuxa - Haras Depiguá
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Olympic Orkut - Stud H & R
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Só Te Peço Amor - Stud Verde
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Ronigol - Stud Verde
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Papa-Léguas - Stud H & R
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Setembro | 2008
Raia Leve entrevista candidatos à ABCPCC 25/09/2008 - 13h15min

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As eleições em 2009 para a nova diretoria
da importante Associação Brasileira de Criadores e Proprietários de Cavalos de Corrida (ABCPCC), já chamam a
atenção do mundo do turfe. Por isso, o site Raia Leve resolveu abrir a discussão e ouvir os dois candidatos à
presidência oficialmente anunciados, os Drs. Flávio Obino e Afonso César Burlamaqui.
Nas entrevistas, os
dois discorrem sobre vários temas, desde a motivação de cada um para concorrer ao cargo, seus históricos e planos,
até suas idéias sobre coisas concretas como, por exemplo, calendário clássico nacional, grupagem de provas
etc...Vamos, então, as opiniões e posições dos dois para o conhecimento de nossos leitores e dos turfistas em
geral.
RL – Como vê a sua trajetória dentro da história do turfe brasileiro e porque resolveu
pleitear a presidência da ABCPCC?
Dr. Flávio Obino ? Não pleiteio a presidência
da ABCPCC em meu nome. Fui escolhido para ser o candidato da situação pela unanimidade dos atuais diretores, que
representam criadores de todo o país em âmbito da associação. Tenho 42 anos e dei os meus primeiros passos
na bacia do Hipódromo do Cristal. Cresci no ambiente do turfe, convivendo com criadores, proprietários e
profissionais. Sou titular do Haras Capela de Santana, que iniciou suas atividades em 1974, e do Stud Casablanca,
que é tetra–campeão das estatísticas de proprietários no Cristal. Sou pequeno criador e proprietário como a
esmagadora maioria dos que participam da atividade. Acredito que a escolha do meu nome se deve ao trabalho que
venho desenvolvendo nos últimos anos na busca da revitalização da atividade. Participei ao lado de José Bonifácio
Coutinho Nogueira, Cirne Lima, Grise, Sérgio Menezes e Taunay de todas as conversações com ?players?
internacionais interessados em atuar no Brasil, que culminaram com a aprovação do simulcasting internacional.
Demos o primeiro passo para a necessária profissionalização da gestão das apostas e inserimos o Brasil no negócio
mundial do turfe. Presidi por quatro anos o Jockey Club do Rio Grande do Sul (relatório dos dois últimos anos pode
ser acessado no seguinte endereço:http://www.obinoadvogados.com.br/clipping/rel0406.pdf) e sou atualmente vice–presidente
regional da ABCPCC. Integro desde a sua criação a Câmara de Eqüideocultura do Ministério da Agricultura e hoje
coordeno o Grupo de Revitalização do Turfe formado pela ABCPCC e os quatro principais jockeys club. A Indicação
para coordenar o Grupo também se explica em razão de meu trânsito em Brasília onde presidi o CODEFAT ? maior fundo
público do país com patrimônio de 150 bilhões de reais.
Dr. Afonso Burlamaqui ? Na verdade
não pretendo ser pretensioso, participo, efetivamente, da criação e do turfe brasileiro nos últimos 40 (quarenta)
anos, além de ser sócio efetivo de todos os clubes de corridas do Brasil. Sou o titular do Haras Santa Rita da
Serra, que iniciou suas atividades em 1970 em Teresópolis (RJ) quando fundamos a ACPCCRJ, e, a partir de 1985 no
Paraná,, quando transferimos a parte criatória para Tijucas do Sul. Nunca deixamos de crescer, acreditando sempre
no turfe brasileiro. Começamos com 2 (duas) éguas Ballyane e Girice, e hoje temos 62 (sessenta e duas) sendo
cobertas em Tijucas do Sul, São Paulo, Bagé e Argentina.
Como dirigente turfista, fui presidente da ANPC,
vice–presidente do JCB na gestão Fragoso Pires, conselheiro da ABCPCC, conselheiro da ACPCCRJ, ativo participante
da ACP e, internacionalmente já representei o Brasil junto à Federação Internacional de Autoridades Hípicas,
à Organização Sul Americana de Fomento a Criação do Puro Sangue e à Associação Latino–Americana de Jockeys
Clubs.
RL – Qual o papel da entidade na sua visão?
Dr. Flávio
Obino ? A ABCPCC é a entidade maior do turfe nacional, reunindo criadores e proprietários, e tem como
missão fomentar a atividade em todo o país, agindo nas esferas políticas e institucionais na defesa dos interesses
de seus representados e da indústria do turfe como um todo. A ABCPCC tem que liderar as reivindicações políticas
do setor estando à frente da interlocução com o Estado. Mesmo liderando este processo ao lado dos Jockeys,
não pode perder de vista o seu papel de representante dos criadores e proprietários, muitas vezes em conflito com
as entidades promotoras de corridas. A ABCPCC também deve liderar a divulgação no exterior do cavalo brasileiro;
deve estar ao lado dos grandes criadores nos seus certames de vendas; e ter a preocupação permanente de fortalecer
o mercado interno e criar canais coletivos de comercialização para o médio e pequeno criador. Como órgão de
assessoramento técnico deve democratizar entre os criadores informações sobre a criação ? racionamento, pastagens,
manejo de reprodutoras, cruzamentos, etc. Não podemos perder de vista a nossa condição de administradores do Stud
Book, que deve ser rigoroso na fiscalização e no registro, e ágil nas suas ações.
Dr. Afonso
Burlamaqui ? Na minha visão, a ABCPCC é o órgão máximo do turfe nacional, e, como tal, deveria fiscalizar
o procedimento dos clubes promotores de corridas, para que, cumpram, à risca, a lei do turfe. Por outro lado é
preciso dinamizar o Stud Book, visando a proteção do criador nacional;
RL – Quais iniciativas devem
continuar?
Dr. Flávio Obino ? A ABCPCC atualmente está cumprindo o seu papel
institucional de condutora das discussões sobre as políticas do turfe, quando coordena o Grupo de Revitalização.
Devemos aperfeiçoar a nossa interlocução com o Governo Federal e com o Congresso Nacional, valorizando a
atividade, mostrando os empregos gerados e o volume de negócios do turfe. Outra ação que deve continuar é a de
valorização das vice–presidências regionais aperfeiçoando o contato da entidade com criadores e proprietários de
todo o Brasil. A Copa dos Criadores deve ser mantida, com revezamento entre o JCB e JCSP, e seu formato
permanentemente debatido e aperfeiçoado, sempre tendo em vista o fomento da atividade, inclusive nos hipódromos
menores (copa regional no Tarumã e Cristal). O aumento das inscrições de potros de 400 para 1000 nas duas últimas
gestões demonstram que estamos no caminho certo. Devem ter continuidade as ações de divulgação do cavalo
brasileiro no exterior (produção ?Racings in Brazil é um exemplo), e de auxílio para a realização de leilões
coletivos. A associação tem que ser pró–ativa em episódios que afetam a atividade e neste sentido cito como
exemplo a nossa liderança dentro da Câmara de Eqüideocultura para construir uma solução no recente episódio do
mormo.
Dr. Afonso Burlamaqui ? Entre outras, o Grupo de Revitalização do Turfe da Câmara
de Equideocultura do Ministério da Agricultura que é uma iniciativa excelente, e, se por acaso, vier a presidir a
ABCPCC, não teria dúvida em solicitar ao atual coordenador, Dr. Flávio Obino Filho, que continuasse à frente da
mesma;
Outra providência urgente, urgentíssima é o arquivamento da Portaria n° 5 do Ministério da
Agricultura, a respeito das importações. Aquele instrumento que foi utilíssimo quando da gestão do Dr. José
Bonifácio Coutinho Nogueira, hoje já não atende as necessidades do turfe e dos criadores. Como exemplo, diria
que Point Given e Agnes Gold, a prevalecer a ?dura lex? não poderiam ingressar na nossa reprodução e as perdas
seriam enormes;
RL – O que pode ser melhorado no Stud Book Brasileiro?
Dr.
Flávio Obino ? Muita coisa pode e será melhorada no Stud Book Brasileiro. Não se pode admitir que o
criador e o proprietário não tenham a possibilidade de acompanhar permanentemente os processos de registro de seu
interesse. Por proposta minha estamos atualmente criando as condições para que o interessado receba informações
automáticas pelo correio eletrônico a cada movimentação dos processos. É o mesmo sistema ?push? dos
tribunais brasileiros. O setor de registro como um todo será modernizado, a resposta terá que ser dada de forma
imediata e buscaremos racionalizar todo o processamento de documentos que ainda é feito de forma arcaica. Estamos
atualizados com os mais modernos processos de identificação e paralelamente ao DNA estaremos iniciando a
?chipagem? dos produtos. Os escritórios regionais deverão ser fortalecidos em ações conjuntas com as associações
estaduais de criadores. Não poderemos economizar no aparelhamento de nossos fiscais sendo emblemática a recente
aquisição de novos automóveis para uso de nossos veterinários.
Dr. Afonso Burlamaqui ? O
Stud Book precisa ser ?parceiro? dos criadores, e não polícia. Não é razoável desqualificar um produto
nascido no dia 29 de junho! ? Por exemplo. Na minha gestão, a fiscalização ficará proibida de visitar os haras nos
últimos 10 (dez) dias de junho, por outro lado, deverá intensificar as visitas nas primeiras semanas do referido
mês!
RL – O que podemos esperar da Associação no tocante a um possível calendário nacional,
respeitando os calendários das entidades, e também em relação às nossas provas de Grupo? Como o senhor vê as
duas coisas e o papel da Associação em ambas.
Dr. Flávio Obino – Atualmente
coordeno o Grupo de Revitalização do Turfe representando a ABCPCC. Na pauta dos trabalhos está a interlocução com
o Estado, totalização única, reforma do Código Nacional de Corridas, discussão da tributação das apostas e dos
prêmios, e negociação das dívidas das entidades promotoras de corridas. Estamos aprendendo a tratar o turfe
nacionalmente, sendo certo que a discussão de um calendário nacional faz parte da pauta do Grupo de Revitalização.
A melhor distribuição e compatibilização dos calendários clássicos dos clubes promotores também é assunto de
grande importância e que já está pautado. Respeitando tradições de cada estado, os jockeys deveriam se empenhar
para que seus calendários clássicos fossem complementares e não concorrentes. Calendários clássicos sincronizados
representam maior oportunidade para os cavalos que freqüentam os GPs. Neste cenário, o papel da ABCPCC é decisivo
como agente de equilíbrio.
Dr. Afonso Burlamaqui – É evidente que se pretende um turfe
nacional, também o calendário deverá seguir a mesma linha. Com a diminuição da produção, mister se faz
agrupar os melhores animais nas melhores provas. Em 1992, quando Vice–Presidente de Turfe do RJ, procurei SP
para promovermos um único calendário que, inclusive, seria alternativo nas 4 provas da Quádrupla Coroa e, já
naquela época, tinha conseguido um bônus de US$ 500,000. (quinhentos mil dólares) para o animal que ganhasse
as 4 provas. São Paulo não aceitou nem discutir o assunto!
Agora com a ABCPCC à frente, o assunto toma
outro aspecto e, caso vença, irei implantar o calendário clássico nacional, respeitando, é claro, os
regionais;
RL – A grupagem das provas seria da prerrogativa final da Associação através de uma
comissão específica que coordenaria os trabalhos com critérios realmente técnicos ou se limitaria a acatar as
decisões de cada entidade e as suas mudanças anuais?
Dr. Flávio Obino ? O
atual Código Nacional de Corrida estabelece que as provas de grupo serão oficializadas pela ABCPCC. Essa
prerrogativa deve ser mantida e a associação deve estar estruturada de forma a aplicar critérios técnicos anuais
para revisão e classificação das provas de grupo e ?listed races?. O ?rating? nacional divulgado anualmente pela
ABCPCC é uma ferramenta técnica imprescindível e deve ser aperfeiçoada, mantida o formato atual de participação de
técnicos que possuem esta expertise.
Dr. Afonso Burlamaqui – As provas de grupo
devem ser distribuídas pela ABCPCC, considerando o MGA e o número de páreos de cada entidade. Este assunto é
submetido a OSAF e a Federação Internacional, aos clubes cabe apenas indicar os páreos para os grupos que lhes
forem outorgados;
A ABCPCC deveria lutar pelo um aumento de nossas carreiras grupadas e listadas ou
ficar longe dessa discussão?
Dr. Flávio Obino ? A ABCPCC tem o direito–dever de
liderar esse debate e participar efetivamente das discussões nos organismos internacionais buscando aumentar o
número de provas brasileiras de grupo. Tenho plena convicção que a ABCPCC, em trabalho conjunto com o JCB e JCSP,
e respaldado pelos resultados alcançados por cavalos brasileiros em provas de grupo internacionais, colocarão fim
a discriminação odiosa que sofre o turfe brasileiro. Quando comparamos o número de provas de grupo na Argentina,
ou mesmo no secundário hipódromo de La Plata (57), com as brasileiras (60) é de uma clareza de incêndio ? além de
iluminar, queima ? a discriminação que o nosso turfe vem sofrendo. A participação efetiva da ABCPCC em todos os
conclaves internacionais é uma obrigação, a luta para ter voz e voto uma necessidade. Com relação à questão do
voto das associações de criadores na FIAH tive a honra de participar no ano passado de uma reunião de criadores
latino americanos em Santiago do Chile, representando a ABCPCC, em que o assunto foi pautado. Temos que nos
fortalecer em âmbito da OSAF, o que somente será possível quando o turfe brasileiro tiver atuação em bloco. Neste
sentido, o Grupo de Revitalização poderá auxiliar, coordenando nossas (ABCPCC, JCSP, JCB e porque não os clubes do
Paraná e Rio Grande) ações na OSAF, sempre em defesa do turfe nacional. Ressalto, ainda, que são as instituições
que participam destes organismos e não pessoas. Não existe o criador ou dirigente de entidade promotora de
corridas conselheiro da OSAF ou da FIAH. As cadeiras são das instituições.
Dr. Afonso
Burlamaqui ? Como disse, as carreiras listadas e grupadas não são aleatórias. É preciso haver
referência ao MGA e ao número de páreos corridos no exercício anterior para se buscar o necessário
equilíbrio. A ABCPCC é quem faz este exercício e não pode se afastar da discussão pois não é caso de lutar
por mais ou aceitar a diminuição. Como já disse, a matéria é MATEMÁTICA e resulta da solução de um problema onde
os parâmetros já citados (MGA e páreos corridos) são partes integrantes.
RL – Como você
avalia o momento atual da criação brasileira?
Dr. Flávio Obino ? A minha avaliação não é diferente
da de outros atores da atividade turfística. Vivemos o melhor momento da criação brasileira e isso deve a ações de
nossos criadores, que sem incentivo público e em um período em que a atividade definhou, em decorrência da crise
dos Jockeys, ousaram, investiram, buscaram a qualificação e hoje criam com padrão internacional. Os produtos
brasileiros são vitoriosos e hoje respeitados em todo o mundo. Em que pese a fotografia desenhada, não podemos nos
esquecer do médio e pequeno criador, que sem ter as mesmas condições de investimento, está desaparecendo. Podemos
capacitar este tipo de criador, mas a sua sobrevivência depende do fortalecimento das corridas no Brasil, o que
mais uma vez coloca a ABCPCC necessariamente desfraldando a sua bandeira de revitalização do turfe no
país.
Dr. Afonso Burlamaqui ? Para responder a este quesito, prefiro me subrogar na
opinião da colunista Jéssica Dannemann ? RAIA LEVE de 10/09/2008 ? matéria excelente, enfoque perfeito e confesso
jamais seria capaz de produzir artigo tão óbvio, claro e atual. Aconselho vivamente a
leitura;
RL – Existe algum projeto na área de comunicação e divulgação do Turfe Brasileiro no
exterior?
Dr. Flávio Obino ? A ABCPCC está co–produzindo o vídeo ?Racings in
Brazil? que será distribuído em todo o mundo para divulgação do turfe e dos cavalos brasileiros no exterior.
Pretendo alterar o site da ABCPCC que terá uma versão em inglês e um espaço de divulgação do turfe, com ênfase
para os resultados dos cavalos ?made in Brazil?. Também estou estudando se teríamos condições de remessa
de uma ?newsletter? (em inglês e português) para os principais agentes, promotores de corridas, proprietários e
criadores nacionais e internacionais, com periodicidade semanal, enaltecendo a criação e o turfe brasileiro, com
registro de nossas conquistas.
Dr. Afonso Burlamaqui ? Conheço apenas o projeto da Emília
Paula Machado, uma iniciativa pessoal, porém de extremo bom gosto e abordagem perfeita para o nosso turfe, que
deveria contar com a participação máxima de todos os interessados no segmento;
A ABCPCC tem
inspecionado os Haras? A identificação pelo DNA já está totalmente concluída?
Dr. Flávio
Obino ? As fiscalizações de rotina e especiais são realizadas em todo o Brasil, sendo que acabamos de
adquirir novos automóveis para facilitar o trabalho de nossos agentes. A migração do sistema de tipagem sangüinea
para o DNA foi iniciada em outubro de 2005 com a verificação de parentesco dos produtos da geração 2004 e
genotipagem de todos os reprodutores e reprodutoras. Neste período 15.000 produtos foram genotipados. A
identificação ainda não está totalmente concluída pois cavalos de geração anterior a 2004 ainda não tem o DNA que
é feito a medida que passam a condição de reprodutores.
Dr. Afonso Burlamaqui ? Sim, a
inspeção tem sido normal, porém, como já disse, com espírito muito mais policialesco do que cooperativo. A
sensação que fica é que a ABCPCC deve acreditar que a grande maioria dos criadores burlam a lei e a regulamentação
do Stud Book e, data vênia, isto não é verdade;
Quanto ao DNA, não sei informar se a identificação já está
concluída, porém é medida importantíssima e saneadora, bem como os ?chips? que hoje já se pratica no mundo
todo;
RL – A entidade deve continuar a realizar leilões coletivos nos moldes do realizados nos
últimos anos? Se positivo, o que fazer para convencer os criadores que ainda não aderiram a esse
projeto?
Dr. Flávio Obino ? A ABCPCC deve criar as condições para a realização de
leilões coletivos. Os certames realizados nos dois últimos anos em São Paulo apresentaram bons resultados. A
parceria com Keeneland para o leilão de seleção também foi positiva. No próximo ano, caso haja interesse dos
criadores, também vamos organizar leilão no Rio de Janeiro. Repito que o papel da associação é criar as condições
e auxiliar na organização dos leilões. O mercado da cancha reta também deve ser valorizado e os leilões que hoje
existem também devem ser apoiados pela ABCPCC. A adesão depende do interesse do criador.
Dr. Afonso
Burlamaqui ? Os leilões coletivos são praticados nos grandes centros criatórios, Deauville, Newmarket,
Keeneland e tantos outros, são sinônimos de sucesso. Confesso que não me ative aos pormenores dos nossos
leilões, porém a idéia é excelente.
De forma geral a ABCPCC tem sido considerada como uma entidade
Nacional, mas com um controle exagerado dos criadores paulistas. Como a maior parte da criação brasileira está
hoje concentrada em outros estados, chegou a hora do comando da Associação ter uma maior representatividade do
Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul?
Dr. Flávio Obino ? A entidade é
nacional. Acho que fomentar a discussão sobre predomínio político de determinado estado em nada contribui para o
fortalecimento da entidade e da atividade. A sede da associação está em São Paulo e em termos funcionais é
importante e decisiva a participação de diretores com residência em São Paulo. Acho que a escolha de um gaúcho que
mora em Porto Alegre para presidir a ABCPCC é um sinal de que esses privilégios regionais se existiram hoje não
mais persistem. O importante para que a associação seja efetivamente nacional é o fortalecimento das
vice–presidências regionais. E este é um compromisso que assumo desde já.
Dr. Afonso
Burlamaqui ? Não concordo com a idéia que a ABCPCC tem sido controlada, exageradamente, por criadores de
São Paulo. Na verdade, apenas para citar, os dois últimos presidentes são de São Paulo, porém fizeram uma gestão
de âmbito nacional, sem qualquer bairrismo. Pessoalmente, não acredito em regionalismos. Somos todos
brasileiros;
RL – O turfe brasileiro está vivendo um novo momento?
Dr.
Flávio Obino ? Estou bastante otimista com as discussões que estão sendo travadas no Grupo de
Revitalização do Turfe. Estamos conseguindo pensar o turfe nacionalmente e agir como um bloco monolítico. Essa
união é essencial e a pedra única emblemática. Os atuais atores ? quatro clubes e ABCPCC ? têm plena consciência
de que o nosso modelo de turfe, baseado em administrações amadoras e clubes, faliu e que temos que buscar soluções
profissionais. É um novo momento.
Dr. Afonso Burlamaqui ? Não consigo distinguir, ainda
este ?tal? novo momento, preciso que alguém me mostre do que se trata.
RL – Quais são nossos
maiores desafios?
Dr. Flávio Obino ? O nosso maior desafio é tratar o turfe
nacionalmente, com iniciativas comuns da indústria, sob a coordenação ABCPCC. Unidos poderemos enfrentar os
desafios permanentes de profissionalização da gestão do turfe ? apostas, marketing e a própria organização das
corridas; criar canais de negociação e interação com o Poder Publico; fomentar a criação do cavalo de corrida; e
fortalecer o mercado interno.
Dr. Afonso Burlamaqui ? Em primeiro lugar, reverter esta
situação da brutal diminuição de nossa produção. Todos os meses fecham–se Haras, diminuem–se o número de
reprodutoras. Em segundo lugar, é preciso encontrar um incentivo à criação do PSI, e eu tenho cá muitas
idéias!
RL – O senhor teme que um embate eleitoral pela presidência da ABCPCC possa levar a uma
divisão indesejada para o Turfe como um todo?
Dr. Flávio Obino ? Normalmente as eleições oxigenam
as entidades. Em tese, sou favorável aos embates eleitorais, desde que centrados na discussão de idéias e que as
candidaturas não sejam fruto de desejos pessoais de candidatos. No caso específico de nossa associação, devemos
ter em mente que somos poucos e que a palavra de ordem no turfe é a união. Particularmente gostaria de direcionar
toda a minha energia para os trabalhos do Grupo de Revitalização do Turfe que coordeno e não para uma campanha
eleitoral longa, que culminará com eleição somente em abril de 2009. Se o resultado do embate eleitoral for a
divisão, perderemos todos.
Dr. Afonso Burlamaqui ? Não creio, a divisão só existe até o
momento de se abrirem as urnas. Passado isto, somos todos amantes do cavalo e por ele lutaremos
juntos;
Dê um recado aos leitores do Raia Leve
Dr. Flávio Obino ?
O turfe precisa de união e de colaboração de todos os atores ativos envolvidos com a atividade. Eu acredito na
sobrevivência do turfe e no seu crescimento como negócio no Brasil. Continuo entusiasmado, entusiasmo agora
redobrado, com a possibilidade de ações conjuntas entre os clubes e a ABCPCC. Como atual coordenador do Grupo de
Revitalização do Turfe e, caso eleito, como presidente da ABCPCC, quero manter um contato permanente com
criadores, proprietários, profissionais do turfe, apostadores, empresas que compõem a cadeia produtiva do setor.
Essa comunidade acompanha a atividade nos veículos específicos dedicados ao turfe e o Raia Leve neste cenário se
destaca. Assim, informo o meu e–mail particular(fof@obinoadvogados.com.br) e me coloco à disposição dos turfistas leitores do Raia Leve para
receber sugestões e participar de debates que contribuam para o crescimento da atividade e para as iniciativas que
estão sendo adotadas no Grupo de Revitalização e na nossa ABCPCC.
Dr. Afonso Burlamaqui ?
Caros leitores e eleitores, votem com a consciência, esqueçam as amizades e procurem eleger o melhor. Afinal, a
eleição é para o bem de todos.
por Débora Almeida |

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