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Abril | 2014

Ester diz em seu blog que ’Mazini entrou na justiça para tentar voltar a montar’
11/04/2014 - 15h05min

A jornalista Ester Lima, que foi diretora de Comunicação do Jockey Club Brasileiro durante gestões de Luiz Alfredo Taunay e de Luiz Eduardo Costa Carvalho (Lecca), publicou matéria em seu blog (que aborda todos os esportes) – www.bolaetc.com – a respeito do jóquei Marcos Mazini, por muitos considerado o melhor jóquei brasileiro em atividade em pistas brasileiras, antes de ter sido suspenso por um ano pela Comissão de Corridas do Jockey Club Brasileiro.

A razão da punição foi uma suposição de que Mazini, que montava no páreo o favorito Olympic Airport, favorito do páreo final do dia último dia 28 de fevereiro, teria facilitado a vitória do cavalo de um apostador – o jovem Antonio Henrique Morgado, filho do treinador Roberto Morgado Junior e irmão do também treinador Roberto Morgado Neto –, com quem o jóquei fora vista conversando no padoque do Hipódromo da Gávea antes do páreo em questão. Antonio Henrique, ganhador único do Pick7 do último dia 28 de fevereiro, foi interrogado pela Comissão de Corridas durante a instauração de uma sindicância e punido com a proibição de entrar no Hipódromo da Gávea e suas dependências durante cinco anos.

Ester aborda todos os envolvimentos da questão, inclusive cobrando o porquê de a Comissão de Corridas do Jockey Club Brasileiro não ter levado o caso à polícia, conforme prevê o Código Nacional de Corridas em seu artigo 138, parágrafo 3°, mas o clube respondeu não tê–lo feito em razão de falta de provas e que Mazini foi suspenso por “apenas” um ano por ser réu primário no artigo 138 (cuja pena vai de 90 dias ao cancelamento da matrícula) e que prevê que “durante a corrida, os jóqueis são obrigados a dirigir seus cavalos demonstrando sempre, de modo inequívoco, o maior empenho em obter a melhor colocação, não lhe sendo permitido, de forma alguma, diminuir ou sofrear suas montadas antes de cruzada a linha de chegada”.

As opiniões, em relação ao caso, são controversas. Há quem não entenda por que o jóquei foi suspenso por período tão extenso sem provas, mas Carlos Reis, dono do cavalo Olympic Airport, embora lamente a situação de Mazini, não tem dúvida de que o cavalo – que logo na corrida seguinte venceu o mesmo páreo com facilidade – só não ganhara antes porque Mazini não quis e defendeu a Comissão de Corridas argumentando que “se ela nada fizesse, viraria bagunça”. Mazini jura inocência e afirma que não sabia ser proibido conversar no padoque, conforme, segundo ele, lhe foi dito pela Comissão de Corridas e argumentando que, se assim fosse, por que diversas pessoas têm acesso ao local?

Na matéria, Ester mostra o lado humano de Mazini, que é natural de Mato Grosso e teve brilhante passagem pelo turfe gaúcho, sua vida no Rio após tornar–se jóquei, sua luta contra a balança, a ex–mulher e os filhos, a namorada atual (a joqueta Marcelle Martins) e aborda, inclusive, um provável envolvimento com drogas, veementemente rechaçado pelo jóquei.

Mazini, que diz morar em um quarto alugado por ter sido proibido de morar nas Vilas do Jockey (antes mesmo da suspensão), diz que “outros continuam morando por lá” e confessa–se decepcionado com algumas pessoas que o cercam. Garante que vai lutar por seus direitos até onde lhe for possível, mostra esperança na reversão do quadro atual, mas é categórico ao revelar que, se a referida suspensão for mantida, abandonará a profissão.

da Redação



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