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Dezembro | 2015

"Verba volant, scripta manent"
31/12/2015 - 21h21min



Do famoso texto em latin – “As palavras voam, os escritos ficam”, proferidas em um discurso de Caio Tito no Senado Romano, fez com que até os 48 minutos do 2° tempo esperássemos uma retratação pública do presidente Carlos Palermo e de seu vice–presidente executivo Cláudio Ramos, para corrigir o escrito no folheto da campanha quando das eleições de 2012.

Num dos folhetos da campanha de 2012, nos COMPROMISSOS DE GESTÃO, foi escrito:

“Finamente, mas não menos importante, o compromisso de dirigir o Jockey Club Brasileiro, a partir de 3 conceitos básicos:

(A)– a manutenção de um permanente diálogo com o quadro social, o maior ativo que o clube possui;

(B)– a garantia de que nenhum projeto será implementado, sem antes passar pelo crivo do amplo e democrático debate com os sócios nele interessados; e

(C)– o entendimento de que o Jockey não é empresa. Muito menos empresa de um só dono.”

Hoje, passados mais de três anos e meio da publicação do folheto, temos a seguinte realidade, se fizermos um comparativo com o publicado:

Para o item (a), o diálogo nunca existiu. As portas foram fechadas logo no primeiro mês. Dezenas de sócios que queriam colaborar ficaram de fora, ou melhor, não foi permitido a ninguém colaborar. Até palavras de baixo calão foram proferidas pelo presidente a um sócio e um diretor, fora o pedido especial do vice–presidente Claudio Ramos ao sócio Luiz Fernando Dannemann – que teve participação de destaque na campanha –, logo na primeira semana após a vitória nas urnas, para que não “falasse mal da gestão”. Seria isso alguma pista do que teria a nova (sic) forma de gestão por vir?

Para o item (b), diversos projetos sequer o Conselho sabia. Ao que consta, contratos prontos já eram levados para as reuniões. O do retrofit, por exemplo, devido a desastrosa coordenação do vice–presidente Claudio Ramos, que chamou para si toda a responsabilidade, imputará ao quadro social uma enorme despesa mensal para manter a sede fechada, além de privar para os sócios, por um enorme tempo, de utilizarem a sede do centro, como os restaurantes, piscina, salões de leitura, biblioteca, convívio social, etc. Estava tudo funcionando, mas tudo foi misteriosamente desmobilizado. Dezenas de mobílias, piano, fonte, fora tudo vendido, e parte “doado”, (sendo que alguns foram passear na casa de um velho defensor da sede que possui um sitio na serra de Araras). O quadro social ficou indignado. Cabe registrar que o resultado na Assembleia não podia ser outro: fragorosa derrota, dizendo não ao retrofit. Cabeças brancas se curvaram a tremenda vergonha.

Também tentaram alugar 300 vagas da garagem do centro por valor irrisório, no que, segundo se sabe, contou com o veemente protesto do ex–presidente Taunay, que solicitou, inclusive, que sua manifestação constasse em ATA do Conselho.

Para o item (c), as atitudes são exatamente o oposto ao publicado. Parece uma empresa de um único dono, pois não há transparência de contas, não há licitações, não há departamento comercial, não há conversa. Diretores não participam, no Conselho fiscal, por exemplo, que deveria ter quatorze membros, atualmente só quatro figuram. Nove debandaram e um Deus levou. Nem com o Conselho há dialogo, sendo que um dos motivos que levaram Luiz Alfredo Taunay a renunciar foi o que este afirmou na última reunião do Conselho: “infelizmente, nesses últimos mais de três anos não consegui ter “cinco minutos” de conversa com a presidência da sociedade sobre os atuais problemas do Jockey Club Brasileiro e a forma de conduzi–los, motivo pelo qual considerava encerrada sua participação no Conselho da sociedade”

Diante do exposto, os sócios vão tomando conhecimento das barbaridades administrativas que vem sendo cometidas pelo presidente Carlos Palermo e pelo vice–presidente Claudio Ramos (também responsável pela gestão).

Teriam eles, coragem de disponibilizar a público as atas do Conselho?

E as atas do Conselho Fiscal, onde, segundo consta, há observações arrepiantes, eles teriam coragem de publicar no site oficial?

Será que teriam coragem de disponibilizar as licitações dos contratos assinados?

Caso contrário, a célebre frase de Caio Tito sofrerá uma alteração de “Verba volant, scripta manent” para “Verba volant, scripta mendax manent” que significa: “As palavras voam, os escritos mentirosos ficam”

JCB, um clube sem o menor lampejo da transparência prometida.

Diretoria da ACPCPSI



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