CT para alojar cavalos estrangeiros seria melhor solução 24/02/2016 - 09h57min
A permanência dos puros–sangues estrangeiros no hipódromo carioca mais de uma semana antes da realização do Latino–americano, no dia 12 de março, pode facilitar bastante a tarefa dos concorrentes brasileiros. Neste período de forte calor, o espaço de tempo de praticamente 10 dias, entre a chegada e o dia da competição, pode prejudicar os candidatos internacionais. A divulgação da resolução da Comissão de Corridas, de ontem, determina que, entre os dias 3 a 18 de março, a abertura da raia da Gávea, das 5h às 5h45m da manhã, seja apenas para os visitantes, e a partir das 6h em diante para os cavalos nacionais. Isto pode prejudicar a gregos e troianos. Talvez disponibilizar um centro de treinamento na região serrana fosse melhor solução. Valeria a pena consultar os gringos com antecedência. Em caso de aprovação por parte deles, a medida beneficiaria a todos.
Os cavalos estrangeiros ficariam alojados numa temperatura mais amena. Com isso não sofreriam tanto com as altas temperaturas, o que pode prejudicar o seu estado atlético. E os cavalos alojados na Gávea, que neste período já tem competição desigual com os rivais provenientes dos centros de treinamento, não ficariam obrigados a entrar na raia mais tarde e sofrer com o calor do verão. É claro que a presença dos cavalos de outro país aqui no hipódromo sempre se constituiu numa enorme atração e curiosidade de todos. Mas isso, quase sempre ocorreu por ocasião da disputa do Grande Prêmio Brasil, anteriormente disputado em agosto, com temperatura baixa. Para os cavalos de outros países ficar aqui no Rio de Janeiro, nesta época do ano, por tanto tempo antes da competição, será um fator favorável para os brasileiros. Afinal, todos representantes nacionais inscritos no Latino–americano estão alojados na região serrana, numa temperatura bem mais agradável.
por Paulo Gama |