Tenistas e turfistas perdidos no Triângulo das Bermudas 22/02/2016 - 10h49min
O fenômeno misterioso e histórico, responsável pelo desaparecimento de inúmeros navios, transatlânticos e aviões no fundo do mar, repetiu–se de certa forma nas dependências do Hipódromo da Gávea, durante a realização do evento esportivo, Rio Open de Tênis. O cenário foi bem diferente é claro. Em vez das agitadas e remotas águas do oceano, a exceção das fortes chuvas que atrapalharam bastante a organização do torneio, tudo aconteceu em terra firme. E as Bermudas? Bem não vamos falar do famoso triângulo que já foi responsável por tanta gente sumir do mapa e nunca mais ser encontrada. E sim, de um outro tipo de bermuda. Aquelas que todo cidadão morador em países na zona tropical se utiliza para driblar o calor do verão.
Em comum entre os admiradores do turfe e do tênis a presença de muita gente da alta sociedade, da elite e de poder aquisitivo bem favorável. Portanto, sem meias palavras, pessoas em condições financeiras para comprar bermudas de bom gosto, de preço nada barato e muito bem comportadas. Pois não é que estes aficionados em tênis, a procura do melhor caminho para ter acesso as quadras, andaram engarrafados dentro das dependências do hipódromo. Para chegar ao seu destino, devido ao regulamento de não poder usar bermudas na tribuna social, tiveram grandes transtornos. A regra não foi esquecida durante o evento e fez muitas vítimas. Não bastasse o constrangimento dos turfistas barrados no dia a dia das roletas, os admiradores do tênis também precisam dar a volta ao mundo para ter acesso as quadras. Pior do que isso só mesmo a péssima atuação de Rafael Nadal no torneio.
por Paulo Gama |