Sergio Barcellos, o estranho do ninho 12/01/2016 - 11h30min

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No dia que contarem a história da vinda do PMU para o Rio de Janeiro, Sergio Barcellos vai parecer uma mistura de Robinson Crusoé e Jó.
Lá estará ele cercado por um mar de desconhecimento da moderna indústria do turfe por parte de alguns colegas de diretoria, mas tendo que demonstrar uma paciência infinita para levar adiante seu sonho de tentar dar esperança de vida ao movimento geral de apostas do JCB. De quebra, mandar as imagens das corridas da Gávea para fora do país e reduzir os custos da atividade.
Durante três anos, todo mundo está farto de saber que Sergio Barcellos comeu o pão que o diabo amassou na mão da ignorância sobre o assunto, sem contar com a ciumeira que isso podia provocar. Só um espírito superior como o dele agüentou tanto desaforo em nome de uma idéia. Qualquer outro já teria mandado a atual administração do JCB para o espaço e se mandado faz tempo.
Quando, afinal, se renderam a evidência de que esta era a última esperança de dias melhores para o turfe do Rio, o síndico do JCB só faltou sair no tapa para levar os louros da iniciativa, aí chegou a vez de Sergio calmamente dar por encerrada sua missão e ir embora com um sorriso.
Que ele vai fazer falta ao JCB não há a menor dúvida, aliás, Sergio Barcellos faria falta a qualquer clube de corridas do mundo, quanto mais ao JCB. Mas ele continua o mesmo, na dele, independente, amigo de seus amigos, vendo, lendo e estudando sobre cavalos de corridas e corridas de cavalo e quando tem uma opinião sobre o clube não faz intriga, senta, escreve e assina.
Esta é a única história da saída de Sergio Barcellos da diretoria do JCB. O resto é especulação, intriga, ou, quem sabe, muita inveja.
Vida que segue, meu amigo.
Luiz Fernando Dannemann |