Cadastre-se e receba novidades:

Nome


E-mail

Valparaiso - Stud Blue Mountain

Like It Hot - Stud Verde

Núcleo Terrestre - Stud H & R

Oviedo - Stud H & R

Night Street - Stud Dona Cecília

Tenuta Poggione - Haras do Morro

Off the Curve - Stud H & R

Sonho Bom - Stud H & R

Online - Stud Verde

Olympic Maurren - Stud H & R

Oteque - Stud H & R

Kempes Love - Stud Verde

The Lord - Stud H & R

Submarino - Haras Figueira do Lago

Ronigol - Stud Verde

Sargent Pepper - Stud H & R

Spartan Lius - Coudelaria Atafona

No More Trick - Stud H & R

Spartan Lius - Coudelaria Atafona

Dreamer Winner - Haras Iposeiras

Ronigol - Stud Verde

Maryland - Stud Verde

Jeep do Jaguarete - Coudelaria Jéssica

Meu Amor Maior - Stud 13 de Recife

Le Gonfalon - Stud Verde

Minuxa - Haras Depiguá

Olympic Orkut - Stud H & R

Só Te Peço Amor - Stud Verde

Ronigol - Stud Verde

Papa-Léguas - Stud H & R







Dezembro | 2015

Sobre eleições e o JCB, por Sergio Barcellos
19/12/2015 - 10h59min

Há vários anos – e eles já se contam em décadas – assisti ou participei de eleições no Jockey Club Brasileiro. O tempo passou, e com ele cresceram algumas dúvidas, não sobre o evento das eleições em si, mas sobre o processo de escolha dos futuros dirigentes da instituição.

Talvez seja culpa do Estatuto, certamente defasado diante da evolução do mundo e da própria lei pátria. Ou talvez, seja a falta de um debate mais aprofundado sobre cada uma das propostas dos candidatos, fato que tende a restringir o direito de voto à opção entre meras simpatias e antipatias pessoais em relação aos nomes constantes das chapas.

Um exercício sobre o “narcisismo das pequenas diferenças”, tão caro a microcosmos sociais como o JCB.

Entre as mencionadas dúvidas, algumas ganham destaque, principalmente diante do atual momento do clube e dos dias de trovão que se avizinham. Como se segue.

Representatividade  

Acho difícil conseguir–se contribuir para resolver os atuais problemas do JCB nos próximos anos, se esta contribuição não estiver ancorada em uma administração, cuja base seja a mais ampla possível, reunindo representantes de todas as correntes de opinião e de todos os pontos de vista dos três segmentos do clube, independente do fato desses representantes serem da chamada “situação”, ou “oposição.”

Para mim, isso é o menos relevante, diante da quadra de dificuldades que nos espera.

O conceito acima não é novo, nem criativo. É isso o que instituições e sociedades civilizadas – e mesmo nações – fazem quando é preciso ultrapassar as pressões e circunstâncias externas de determinados momentos da história. E convenhamos que elas nunca foram tão cambiantes, tão incertas e, dir–se–ia, tão perigosas, quanto as pressões e circunstâncias do atual momento da política e da economia brasileiras.

O JCB, por óbvio, não é uma ilha. Desunido, não vai conseguir permanecer infenso às realidades desse ambiente, muito menos conseguirá ignorar os problemas daí resultantes para sua regular administração.   

Isso parece implicar, daqui para a frente, que a sanidade econômico–financeira e a preservação da instituição, passe pela participação e colaboração dos principais segmentos e lideranças de seu quadro social, reunidas – em paz – em torno de um projeto comum.

[Cuja principal característica e permanente desafio, aliás, será a de sobreviver aos tempos difíceis que virão.]

Desperdício

Segundo, não acredito que o JCB possa continuar se dando ao luxo de descartar, de quatro em quatro anos, alguns excelentes quadros que compõem a chapa derrotada nas eleições. Para mim, um desperdício de tempo e de talento.

E isso ocorre com inusitada freqüência, principalmente em relação ao turfe, a mais sensível, mais técnica, e mais complexa de suas atividades. Aquela que, antes de qualquer outra, exige conhecimentos específicos, não só sobre o esporte como um todo, como também sobre a moderna indústria do cavalo de corridas.

Há muita gente instrumentada no quadro social do JCB, movida pela mesma paixão e pelo mesmo gosto comum das corridas de cavalo, que deveria estar sentada no Conselho do clube, oferecendo sugestões e dando idéias, ao invés de se sentir apartada do convívio, pessoal e funcional, com seus pares. É certo que há.    

JCB hoje é empresa

Terceiro, porque hoje o Jockey Club Brasileiro, embora clube, ganhou nítidos contornos de empresa – apenas para argumentar, se ele fosse uma companhia de capital aberto, seu patrimônio líquido e o tamanho de seu faturamento o situariam em lugar de destaque na classificação da CVM.

E assim – também para argumentar – estaria submetido, de saída, a estritas regras de “compliance”, a auditoria interna independente, e seus diretores de área responderiam perante os acionistas e as autoridades reguladoras do mercado de capitais do país.

O que isso significa? Simples. Mesmo sendo juridicamente uma sociedade sem fins lucrativos, no caso, um clube, o Jockey Club Brasileiro, pelo seu tamanho econômico, pelos empregos que gera, afinal, por sua importância, não vai conseguir prosperar, se não puder contar, doravante, com uma estrutura de organização equilibrada e racional, ademais de métodos de gestão, inteira e totalmente profissionais.

E isso passa, antes de tudo e necessariamente, pela reforma de seus Estatutos – uma iniciativa que vem sendo postergada há décadas!

“Esta é a questão”


Quarto: em minha opinião, o maior problema do Jockey Club Brasileiro neste instante de sua existência, aquele que vai requerer a atenção concentrada de suas futuras administrações – a prioridade A.1 da sociedade – é o prejuízo de sua atividade hípica. Não há instituição que consiga sobreviver, iniciando suas operações com perdas sistemáticas em sua margem líquida. E há muito tempo.

Diante desta pungente realidade, e nos últimos três anos, alguns membros da diretoria do clube se dedicaram a isso, e tão somente a isso: tentar encontrar uma saída para o problema da inanição do movimento geral de apostas (MGA) – as três letras enfeitiçadas, que são o começo, meio e fim de tudo em qualquer atividade hípica que se preze, aqui e alhures.

Muito fácil de entender: sem vendas de apostas crescentes e, portanto, com sua renda estagnada – quando não cadente, inclusive  em termos nominais –, a roda da atividade não gira. Ou, pior, gira no sentido contrário, se considerarmos a limitada capacidade de investimento do clube.

Assim, tudo tende sempre a acabar em choro e ranger de dentes. É inevitável. Conhecemos o ditado: “Em casa que não tem pão, todo mundo grita...etc, etc.”

A perspectiva de saída dessa constrangedora situação começou a materializar–se com a recente assinatura do contrato de parceria com o PMU. Através dele, já vai ser possível reduzir, em torno de R$ 6 milhões/ano (no período dezembro/2015 – dezembro de 2016), os custos operacionais do JCB diretamente relacionados à administração de suas corridas. Um primeiro passo na direção certa. 

Mas a assinatura do contrato com o PMU foi apenas “o fim do começo.” O resto vai começar agora, e o caminho à frente, ademais de longo, vai pressupor trabalho, mais trabalho, e muito trabalho. E, claro, impecável coordenação. 

Daqui em diante, o envio das imagens das corridas do Rio de Janeiro para o exterior; a expansão da rede de agências e pontos de venda; as economias em vários processos internos; a transferência de tecnologia; o investimento na melhoria do sistema de apostas “online” e “offline”; a profissionalização integral das gerências diretamente ligadas à atividade; e a desejada expansão do movimento geral de apostas (MGA), vai depender muito mais da capacidade de coordenação interna do Jockey Club Brasileiro, que das iniciativas do PMU.

Afinal, quem é dono de seu destino e de suas escolhas, é o JCB; o PMU é somente um parceiro nesta viagem – embora, de notável expressão econômica e peso técnico. Este é o conceito básico sobre o contrato em questão.

O futuro

Se tudo funcionar como previsto – e não há, pelo menos até este momento, nada que indique o contrário –, a vinda do PMU pode mudar a face do turfe do Rio de Janeiro, porque todo o projeto é dirigido, especificamente, para o aumento das apostas locais da sociedade.

Na verdade, ele pode significar o início da virada da maré que irá conservar os empregos, ademais de proporcionar um mínimo de equilíbrio entre custos e remuneração a proprietários, criadores e profissionais da atividade.

Daqui para a frente, porém, e isso deve estar claro na mente de todos os interessados, sejam os atuais, sejam os futuros dirigentes do JCB, sejam todos os atores que militam na atividade, a gerência e o desenvolvimento das apostas incumbirá ao PMU. A gerência das corridas – e de tudo que lhes diz respeito –, bem assim, a geração das imagens, ao JCB. O que não é pouco.

Aliás, não é outra a clivagem – entre apostas e corridas – a que hoje existe em todos os turfes prósperos e desenvolvidos do hemisfério norte, da Ásia e Oceania, à Europa. O novo modelo de organização do turfe do JCB, pois, está dado.

O Rio de Janeiro custou, mas, afinal, se encontrou com a modernidade do turfe do mundo.

São muitos os perigos da jornada

É evidente que uma coisa (apostas), não funciona sem a outra (corridas).

Sem um ambiente de corridas 100% profissional, 100% disciplinado, 100% livre de qualquer influência externa, que pratique 100% uma obediência cega às regras universais da disputa na pista, e expresse 100% de independência técnica em relação aos demais poderes do clube – o MGA não anda! Vira Torre de Babel.

E sem MGA, não há saída. E, neste caso, todo o esforço terá sido em vão. Agora, mais do que nunca, o Jockey Club Brasileiro depende dele, e de mais ninguém, para conseguir estar à altura desse desafio.

Como, igualmente, depende apenas de nós, criar um ambiente social equilibrado, em que todos possam ter voz e colaborar no encaminhamento e na solução dos problemas, seja do turfe, seja do clube em geral.

Que eles são muitos, e não menos urgente a necessidade de encontrar soluções. 

Sergio Barcellos



<< Anterior Próxima >>








13.383

12.844















Coudelaria Atafona

Coudelaria FBL

Coudelaria Intimate Friends

Coudelaria Jessica

Coudelaria Pelotense

Haras Clark Leite

Haras Iposeiras

Haras Depigua

Haras Figueira do Lago

Haras do Morro

Haras Old Friends

Haras Planície
(In memoriam)

Haras Vale do Stucky
(In memoriam)

Jorge Olympio
Teixeira dos Santos

Ronaldo Cramer
Moraes Veiga
(In memoriam)

Stud Brocoió

Stud Cajuli

Stud Capitão
(In memoriam)

Stud Cariri do Recife

Stud Cezzane
(In memoriam)

Stud Elle Et Moi
(In memoriam)

Stud Embalagem

Stud Everest
(In memoriam)

Stud Gold Black

Stud H & R

Stud Hulk

Stud Ilse

Stud La Nave Va

Stud Palura

Stud Quando Será?

Stud Recanto do Derby

Stud Rotterdam

Stud Spumao

Stud Terceira Margem

Stud Turfe

Stud Verde

Stud Wall Street

Oscar Colombo
(In memoriam)

Stud Novo Muriqui
(In memoriam)

Haras The Best
(In memoriam)
  Associação Carioca dos Proprietários do Cavalo Puro-Sangue Inglês