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Novembro | 2015

JCB – Em resposta a, melancólica, “Resposta do Presidente”.
17/11/2015 - 09h34min

A Diretoria da ACPCPSI, proprietária do site Raia Leve, vem pelo presente Editorial fazer um pequeno discurso em prol da verdade, a favor da transparência, matéria prima bastante escassa nos dias de hoje, quer na vida pública – através das notícias que chegam, a toda hora, sobre determinados políticos e administradores públicos –, quer pelas matérias sobre os bastidores de algumas das principais entidades esportivas do país e do exterior.

Quanto a isso todos que possuem um televisor ligado, hão de concordar que são obrigados a conviver, diariamente, com escândalos provenientes das administrações de instituições como a FIFA e a própria CBF, que culminaram com a prisão de vários dirigentes. Em relação ao JCB ninguém mais tem dúvida que o clube se encontra mergulhado num mar de águas turvas, rodeado por recifes pontiagudos, uma instituição que parece ter perdido a carteira de identidade, quem sabe, evadida dentro da caixa de algum piano de cauda.

É importante frisar que os participantes da diretoria ACPCPSI, incluindo alguns colaboradores, são, na sua grande maioria, como o próprio presidente da associação – que vem de uma família de grande tradição ligada ao clube e a criação de cavalos PSI –, sócios do JCB, pessoas que jamais reivindicaram cargo algum em nenhuma diretoria, se prestando apenas a disponibilizar o Raia Leve, desde a sua fundação, em benefício da recuperação do JCB e da atividade hípica em geral, principal fonte de receita da história deste clube e que hoje não possui capacidade de vazar sequer uma gota de água.

Carlos Palermo foi o principal privilegiado da ação decana do Raia Leve. Aliás, Carlos Palermo é produto deste longo investimento da ACPCPSI pelo futuro do JCB depois de quatro longas tentativas. Foi Carlos Palermo, esperto e perspicaz, após todos estes anos de luta em prol do futuro do clube, aquele que conseguiu capitalizar, pra si, isoladamente, todos os esforços que fizemos para recuperar a instituição. Hercúleos esforços. Continuados e sacrificantes esforços.

Carlos Palermo se aproveitou das inúmeras campanhas feitas pela ACPCPSI em prol da moralização do JCB para infiltrar–se numa oposição a qual jamais fez parte e para qual nunca moveu sequer uma palha. Carlos Palermo visava, apenas, assumir o comando do clube, o que, para tal, foi capaz de rubricar qualquer Plataforma, de prometer qualquer coisa. Após eleito ignorou tudo, enrolou todas as mossas bandeiras e destruiu os mastros. Só não deixou de lado os sonhos submersos no seu pobre e sagaz subconsciente.

Carlos Palermo não respeitou nenhum dos ideais que tanto perseguimos. O seu verdadeiro interesse – hoje revelado pelas linhas do Livro Razão do JCB –, era tomar o clube para si, fazer dele o que bem entendesse, sem ter que prestar contas a ninguém, sem precisar dividir as mais diversas decisões, como a venda de ativos e a ordenação de gastos, como foram os 42 mil reais consumidos com três passagens aéreas, utilizando o dinheiro de um clube, literalmente, falido, e que hoje respira, tão somente, através de um “aparelho” ligado à tomada do Quadro Social (Taxa de Manutenção).

Quanto ao seu mandato, prejudicial e oneroso, foi, sem dúvida, o pior de toda a série histórica do JCB: Principal sede fechada; armazém das Vilas Hípicas fechado; obras polêmicas e desnecessárias; prêmios defasados; MGA estagnado; proprietários fugidos; criação esfacelada; patrocínios inexistentes; público dispersado; Lei do Turfe ultrajada; fomento aniquilado; profissionais de turfe abaixo da linha de pobreza; Parques da Bola em profusão; Albergues perseguidos; prejuízos crescentes; derrota na AGE do retrofit e por aí tem “navegado” Carlos Palermo podando árvores com tesoura de ouro, entre um aeroporto e outro, entre uma taça de vinho e outra, da qual se utiliza, com frequência, brindando hospedagens pelo mundo afora – quitadas com as suadas receitas do JCB –, amargando o seu fracasso, ano após ano.  

Não possuímos candidato, não lutamos em causa própria, não temos nenhum apego ao poder, não queremos jantar no Rubayat à custa do JCB, não queremos cargos na OSAF, e, principalmente, quando pretendemos assistir ao “GP Arco do Triunfo”, em Paris, o fazemos através dos nossos próprios recursos. Visamos apenas o futuro do clube, aspiramos tão somente que o Hipódromo da Gávea, os proprietários e a criação de cavalos – presente nos lugares mais longínquos do país –, não sucumbam diante de um leque de “Cartões de Embarque” ou através de um insólito “Cartão Corporativo”.

A ACPCPSI está pronta a ajudar qualquer associado que queira se candidatar a Presidência do JCB em maio de 2016, desde que seja um altruísta por definição. Porém, para tal, exige que o candidato assine, em cartório, um elenco de compromissos que serão anunciados em breve pelo Raia Leve, dentre os quais uma radical mudança no atual Estatuto Social, algo que a associação já encomendou a um renomado grupo de juristas, incluindo um ex–presidente do STF. Quanto a isso, temos certeza absoluta, que pessoas como Carlos Palermo, diante de novas regras de governança, farão questão de passar bem longe da Lagoa Rodrigo de Freitas.

Pediremos também, como condição inegociável, que o candidato tenha reconhecida capacidade financeira, que comprove uma razoável geração de recursos (mostrando a sua declaração de renda) capaz de auto–sustentar suas despesas, seus deslocamentos, “corridas” de taxi e contas de restaurante. Daremos total preferência, também, àqueles que apresentarem um passaporte contendo carimbos provenientes da passagem pelas fronteiras das principais cidades do mundo.

Diretoria da ACPCPSI



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