L.Henrique no páreo de porão só pode ser brincadeira 03/11/2015 - 10h18min
Na última segunda–feira, o chamado “Páreo da Gávea”, em que é vedada a participação dos 20 jóqueis mais bem colocados na estatística, teve a participação do aprendiz Leandro Henrique, o líder do ranking. A desculpa dada pela Secretaria da Comissão de Corridas, de que se baseou no resultado da estatística da temporada passada, é autêntica piada de salão. Utilizar este critério, nos primeiros três messes, tudo bem. Mas já estamos praticamente no final do primeiro semestre. E, portanto, não se pode admitir esta atitude. Os jóqueis com menos oportunidades de montarias são prejudicados deliberadamente.
Na verdade, o menino é talentoso e não precisa de favorecimentos. O próprio regulamento, dos páreos de índice técnico, já o beneficiam de forma significativa. Este tipo de chamada, em outros países não permite descarga, já que o objetivo é justamente equilibrar as provas pelo handicap. Leandro é uma das maiores revelações dos últimos anos e, portanto, vai ganhar um monte de carreiras sem precisar de qualquer tipo de vantagem. Ainda bem que o vencedor do páreo não foi o seu conduzido, o que causaria um tremendo mal estar. Sem necessidade.
por Paulo Gama |