Um grupo de sócios, a maioria não ligados à parte das corridas de cavalos, porém, preocupados com o destino do JCB, e com as decisões arbitrárias que vem sendo tomadas pela diretoria do JCB, capitaneada pelo presidente Carlos Palermo, por força de um estatuto presidencialista e extremamente arcaico, emitiu carta aberta aos sócios do JCB, na qual explica seu ponto de vista.
A diretoria da ACPCPSI, entende que NADA do que foi compromissado quando da eleição do atual presidente, Sr. Carlos Parlemo, foi cumprido, muito pelo contrário, pouco meses após a vitória nas urnas foi usado a seguinte expressão "Promessa de campanha não é para ser cumprido". A mudança do Estatuto do Clube foi uma delas.
Não há diálogo, há apenas a força bruta da imposição de decisões já tomadas, cujo quadro social sequer tem a oportunidade de saber o que se trata e de opinar sobre o assunto. As decisões, antes de acontecerem deveriam passar por discussões perante os sócios, pois estas deveriam caber única e exclusivamente aos sócios do JCB. Aliás foi o prometido na campanha de Carlos Palermo. Prometido, mas não cumprido.
Esta forma de governo, ocasionou com que diversos diretores pediram exoneração de seus cargos, além obviamente daqueles que segregados pelo presidente atual – embora muito tivessem a contribuir – não participem das decisões unilaterais que estão sendo tomadas.
O JCB é um clube com 5.400 associados, e não uma empresa particular.
Atualmente, uma grande febre imobiliária, tomou conta dos destinos do JCB, na negociação/concessão de espaços e terrenos, mesmo que para isso tenha que demolir imóveis da década de 40 e 50 que fizeram parte da história do JCB, como recentemente noticiado no Jornal O Globo.
Diretoria da ACPCPSI.
Veja a integra da carta dos Amigos do Jockey:
Prezado Sócio do Jockey Club Brasileiro
Amigos do Jockey é uma confraria, uma reunião de pessoas que, em um determinado momento, comungam um mesmo ideal. Em uma confraria, seus membros são unidos por um elo comum e, em condições de igualdade quanto a encargos e benefícios, propõem–se a atingir determinados objetivos.
Aos ideais dessa confraria, os sócios do Jockey podem aderir, sair, participar ou ignorar a seu bel–prazer. Não existem compromissos. Os confrades de hoje podem não ser os de amanhã, e os de amanhã poderão não ser os de hoje.
No início éramos menos de 20, mas a ideia vingou e hoje somos cerca de 400. Seus nomes e as campanhas que participaram podem ser encontrados no Blog dos Amigos do Jockey em www.amigosdojockey.blogspot.com.br.
Nossa primeira campanha foi denunciar a ação de uma minoria de 19 diretores que, em reunião fechada de Diretoria e sem a imprescindível consulta aos sócios, decidiram aumentar em 42% o valor da taxa de manutenção e criar um ônus de 61,2 milhões para financiar um ambicioso Plano de Investimentos.
Para deixar bem claro, os Amigos do Jockey não são contra ou a favor do aumento da taxa nem do Plano de Investimentos. Somos contra a forma arbitrária com que essas medidas nos foram impostas.
Por isso, em maio do ano passado, convidamos os sócios a comparecer a assembleia do dia 29 para votar contra a aprovação desses dois atos da Diretoria. Desta vez, fomos confrontados com um quase centenário e nada democrático Estatuto, onde a atual Diretoria não só poderia votar a aprovação de suas próprias contas como nomear seus próprios membros para conduzir os trabalhos da assembleia.
Uma situação que pode até ser legal, mas certamente não é ética nem moralmente correta. E o resultado não poderia ter sido pior
Armados com esse exótico arsenal de poder, os diretores do Jockey que ocupavam todos os lugares da Mesa Diretora da Assembleia extrapolaram seus limites e, arbitrariamente, cassaram o direito de voto dos sócios presentes ao anular a votação quando esta lhes pareceu desfavorável.
O direito de voto é um dos mais sagrados direitos constitucionais dos cidadãos sejam eles sócios do Jockey ou não. Esse direito existe tanto no âmbito das relações entre o cidadão e o Estado, mas igualmente nas relações travadas entre pessoas físicas e jurídicas de direito privado. Por estar inserido na Constituição de 1988 como um direito fundamental do cidadão, nenhuma lei e muito menos uma simples decisão de diretoria poderia anular votos já autenticados e depositados nas urnas da assembleia.
Um arrogante, despropositado e totalmente ilegal ato de força praticado pela atual Diretoria contra os direitos constitucionais dos sócios do Jockey Club.
Finalmente, em nossa segunda campanha, um grupo de 289 Amigos do Jockey pediu que a Diretoria postergasse a data de uma AGE, na qual seria apreciado um novo e desconhecido Retrofit da Sede Social, plano esse totalmente diferente do que nos fora anteriormente apresentado e, enigmaticamente, disfarçado em um edital que nada dizia. Segundo o pequeno e obscuro Edital publicado pela Diretoria, tratava–se da Constituição do direito real em favor de terceiro sobre o imóvel objeto da matrícula nº 48.191, do 7º RGI – Edifício situado na Avenida Presidente Antonio Carlos, nº 501, pelo prazo de 25 anos.
Nenhuma menção quanto ao verdadeiro objetivo: acabar com a Sede Social.
Após ignorarem, solenemente, o pleito dos sócios, a Diretoria tentou novamente impor suas ideias, tendo sido derrotada por 269 votos contra 168.
A todos os Amigos do Jockey o nosso agradecimento. Pedimos desculpas àqueles que não conseguimos identificar como, por exemplo, os sócios que votaram contra a forma como pretendiam destruir a nossa Sede Social e os três diretores não identificados que votaram contra o aumento da taxa de manutenção através de uma simples resolução de Diretoria.
Aqueles que ainda desconhecemos e que quiserem constar como membros da Confraria dos Amigos do Jockey, por favor, envie–nos seu nome e número do título que o incluiremos na confraria. Aos que, por qualquer motivo, não mais concordarem com os ideais dos Amigos do Jockey, pedimos que nos enviem correspondência nesse sentido que seu nome, sem ressentimento algum, será excluído do nosso cadastro.
Cordialmente
Amigos do Jockey