A partir de agora, todos os animais com base no Brasil, nos EUA e vários outros países, que pretendam disputar provas na Grã–Bretanha, terão que chegar com pelo menos 10 dias úteis de antecedência em relação à corrida ao país e estarão sujeitos à nova política de tolerância zero de utilização de esteroides anabolizantes anunciada nas novas regras divulgadas pela British Horseracing Authority (BHA) na última terça–feira.
As novas regras, que entrarão em vigor a partir da próxima segunda–feira, 2 de março de 2015, proíbem a administração de esteroides anabolizantes a qualquer momento da carreira de um cavalo de corridas, começando em seu nascimento de cavalo.
Pela nova regra, os animais passam a serem penalizados e não somente os profissionais. Cavalos que testarem positivo, inclusive quando em preparo para os leilões, serão proibidos de competir por 14 meses.
A nova regra, que foi anunciada pela primeira vez no meio do ano passado, exigirá que todos os cavalos de países estrangeiros que não possuam políticas semelhantes de tolerância zero à aplicação destas drogas devem chegar à Grã–Bretanha com pelo menos 10 dias úteis de antecedência em relação à data pretendida de competição para que os animais possam ser testados e seus resultados informados aos responsáveis pelos animais antes da data da competição.
A BHA, órgão regulador do turfe na Grã–Bretanha, iniciou um processo de estudo objetivando acabar com o uso de esteroides anabolizantes no ano passado, após dois dos mais proeminentes treinadores de cavalos de corrida do Reino Unido receberam pesadas punições ao terem vários animais sob seus cuidados testado positivo para este tipo de droga.
Mahmood Al Zarooni, ex–treinador da Godolphin, foi suspenso por oito anos e seu colega Gerard Butler, por cinco anos. Ambos alegaram não terem conscientemente administrado esteroides anabolizantes mas que as drogas faziam parte de suplementos que eles costumavam fornecer aos animais.
Além disso, as novas regras, que entram em vigor na próxima segunda–feira, exigirão que a BHA seja notificada sempre que um animal mudar seu alojamento para que ela possa monitorar aonde estão todos os cavalos de corrida e coletar amostras a qualquer momento (chamadas “out–of–competition”). Estes testes podem incluir amostras de pelo, muito mais sensíveis do que os testes feitos em sangue ou urina para algumas substâncias proibidas.
Nos Estados Unidos, país reconhecidamente tolerante em relação às drogas no primeiro mundo do turfe, as regras da BHA foram relativamente bem recebidas uma vez que apesar da fama de tolerante, alguns estados americanos já praticam políticas de tolerância zero para este tipo de droga, assim como todas as maiores agências de leilão. No entanto, na maioria dos estados, estas drogas são permitidas fora do período de competição com a justificativa de que estas drogas podem ser terapêuticas para restaurar o apetite de um cavalo.
Da Redação