Onda de calor pode causar Anidrose dos Trópicos nos cavalos 02/01/2015 - 10h21min
O turfista deve ficar atento, de olho vivo mesmo, no passeio dos puros–sangues desde o padoque até o galope de apresentação antes dos páreos. Com as altas temperaturas das últimas semanas alguns dos cavalos de corrida inscritos podem, de uma hora para outra, desenvolver a doença denominada Anidrose dos Trópicos. As principais características são o pelo seco, praticamente sem suor, a cabeça baixa e pouco pelo em volta dos olhos. O cavalo que não apresentar vivacidade e nem abundância de suor por todo o corpo pode estar em processo de desenvolvimento da doença, que pode lhe causar enormes problemas ao ser exposto ao esforço da competição, tais como insolação, hemorragia e exaustão.
A Anidrose dos Trópicos atinge os cavalos de maneira variada. Alguns já começam a parar de suar desde os primeiros dias do verão. Outros nem tanto. Caem de rendimento, mas continuam a suar alguma coisa no abdome. E existem aqueles que não dão a mínima para o calor e passam longe do problema. O apostador lúcido e observador pode tirar grande vantagem nas apostas neste período do calendário turfístico. Acompanhar o cânter e avaliar o comportamento e o estado atlético geral dos concorrentes pode ajudar bastante a acertar nas corridas. Inúmeros cavalos, mais vulneráveis ao problema, descansam na região serrana nesta época e nem se exercitam. Outros reagem bem ao clima mais ameno e até conseguem competir, embora sempre com algum risco de desenvolver a doença.
por Paulo Gama |