Aborrecido com os boatos de que o seu retorno ao turfe brasileiro já estava definido para a próxima temporada, Jorge Antônio Ricardo assegurou que pretende permanecer no turfe argentino pelo menos por mais um ano. Em férias no Brasil, Ricardinho depois de brilhar em Pernambuco, onde venceu quatro páreos no dia da disputa do Grande Prêmio Bento Magalhães, aproveita as férias com a família. Esteve em Porto de Galinhas e pretende agora passar alguns dias em Cabo Frio e São Lourenço para descansar.
“Já declarei várias vezes que pretendo encerrar a minha carreira no Brasil, possivelmente montando por uma temporada. Mas não tem fundamento as notícias de que a minha volta está acertada. O turfe argentino vive um bom momento, principalmente no Hipódromo de Palermo, e não vejo possibilidade de voltar agora. É claro que o meu maior objetivo é superar o Russel Base na disputa do ranking mundial de vitórias. Na Gávea, não tenho dúvida, que ganharia mais corridas do que lá. Mas existem outras coisas em jogo”.
Ricardinho ressalta a boa adaptação de suas filhas, Giovanna e Luana, na cidade de Buenos Aires. E, também, o excelente contrato com o Stud Rubio B. Com relação as dificuldades no confronto com o uruguaio Pablo Falero, e os brasileiros Altair Domingos e Francisco Leandro, se diz preparado para competir. “Este tipo de competição com grandes rivais só motiva o atleta. Mas não há como negar que este alto nível de jóqueis dificulta a minha briga particular com o Base. Eu estaria mais a vontade no hipódromo carioca, em que conquistei quase todas as minhas vitórias e onde conheço todos os atalhos”, reconhece.
O fato de estar radicado no turfe argentino desde 2.006 não impede Ricardinho de acompanhar de longe, pela internet, o turfe brasileiro. Mostra–se preocupado com o fechamento de hipódromos tradicionais como o Tarumã, no Paraná, e o Linneo de Paula Machado, em Campos. “Alguma coisa precisa ser feita com urgência pelos dirigentes do turfe. A dura realidade de estarem sendo realizadas menos corridas no Rio e em São Paulo a cada ano deixa assustado todo aquele que é apaixonado pelo esporte. Temos bons profissionais que brilham em vários hipódromos mundo afora e uma criação bem sucedida que consegue resultados expressivos com nossos cavalos em alguns dos melhores prados do mundo. Só falta a gente se organizar melhor para administrar este grande negócio”, encerra.
por Paulo Gama