Mau tempo (*)
Novamente as chuvas atrapalharam a normalidade das carreiras na semana passada. Houve muitos páreos em que todos correram para a grade de fora e acabou ganhando aquele que a pegou primeiro.
Mas a pista tem seus mistérios. Em certa hora, de tanto ser usada, a raia de fora piorou. Aí, os que apareciam já no desespero, por dentro, acabaram ganhando. O jóquei, então, fica sem saber o que fazer ao entrar na reta. E surgem as reclamações. Se ele abre, perde, perdeu porque abriu. Se não desgarra e também perde, foi o culpado.
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Domingo, um lauto banquete aos cronistas, jornalistas, não cronistas e não jornalistas. Um discurso muito simpático do Dr. Adayr e, posteriormente, nosso presidente, Paschoal, num improviso um tanto pessimista.
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A Agência Brasileira de Cavalo vendeu um irmão próprio de Coryntho, o melhor potro carioca, ao Stud Lulu. O nome do alazão é Damien, potro de outubro, no momento com 438 kg. Vai ser um potraço. Bom negócio para comprador e vendedor.
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Duke of Dreams é irmão próprio do craque Duplex. Um ano mais moço e mais bonito. Pois ainda está no perdedor, embora com 5 anos. Reapareceu domingo, tirou segundo, e foi desclassificado para último por falta de peso. Seu jóquei, Queiroz, esqueceu–se de trocar as botas.
Mas o Duke of Dreams é cheio de problemas. Atira–se, levantando muito as mãos, bota a língua de fora, engole vento. Teve uma luta livre violenta. É o mesmo que ganhar na loto, sem que o operador tenha registrado a aposta. Um irmão de Duplex perdedor, só no cinema.
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Sábado o movimento já foi a 126 milhões, quase atingindo a nossa previsão. E amanhã (hoje é domingo) vai ser muito alto, também pelo concurso acumulado.
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Old Master, que venceu no domingo o Clássico Imprensa, foi escolhido por nós para a senhora Marlene Serrador. Posteriormente, a venda ficou sem efeito porque o treinador dela, Roberto Tripodi, disse–lhe que o cavalo era selado, o que não é certo.
Também o Stud Chreem não quis o tordilho, bem como nosso amigo Paulo Emílio, proprietário de Nautique, e o titular do Stud Canhoto, o Weber. E Old Master é corredor. O preço era 2,5 em dez vezes. Acabou o cavalo ficando com o criador.
Bom o tordilho Hibal, que ofereceu resistência a Old Master durante 350 metros. Era sua segunda apresentação.. Já é um dos bons valores da geração.
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A partir desta semana, todos os potros comprados nos leilões de São Paulo e em outros estados terão entrada normal na Gávea. Medida certa.
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Uma sugestão, o JC poderia sempre dar um número para o Concurso de Sete Pontos. E não usaria nunca a quantia prometida, porque o movimento ultrapassaria sempre a mesma.
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Jorge Ricardo está liberado para montar. Mais um atrativo. E uma pedra no caminho dos que gostam de cartas marcadas.
(*) Texto publicado originalmente na Revista JCB, na década de 1980, por Heitor de Lima e Silva, o Bolonha
Apoio:
Stud Azul e Branco