Carta da ACPCCP – Por um só turfe brasileiro
Em 11 de fevereiro deste ano, alertamos publicamente o Brasil – em correspondência à ABCPCC, nosso órgão máximo nacional – sobre a possível cassação da carta patente 13 do Jockey Club do Paraná, confirmada em 2 de julho último pelo Ministério da Agricultura nos obrigando , uma vez mais, a demonstrar toda a nossa preocupação pelos destinos do Turfe do Paraná, de seus criadores, proprietários e profissionais em geral.
Porém, atuais dirigentes do Jockey Club do Paraná julgaram nossos argumentos como conotação política ou pessoal quando, ao contrário, procurávamos apenas avaliar o que poderia ocorrer e quais as providências, a tempo, serem tomadas assunto que, infelizmente, não foi devidamente levado a sério culminando com a contundente decisão do Ministério da Agricultura, pois todas as exigências e determinações, bem como a dilação de prazos, não foram responsavelmente respeitadas e cujo prejuízo poderá ter dimensões insuportáveis ao turfe paranaense, com reflexos nacionais.
É esta a real e sensata POSIÇÃO NACIONAL que os Jockeys Clubes do Brasil, pequenos e grandes, devem se conscientizar, fazendo prevalecer o peso de suas tradições e dos administradores, unidos e solidários, atendendo aos legítimos anseios comuns por melhores premiações, num estímulo constante à criação e por consequência aos proprietários e profissionais, abortando o desconfortável fenômeno migratório negativo de nossa malhaprodutiva envolvida nesta triste sobrevida do turfe brasileiro, ao contrário dos exemplos vitoriosos dos vizinhos Uruguai, Argentina, Chile e Peru.
Em síntese é isso que a ACPCCP almeja e o que a comunidade turfística espera – não solidariedades isoladas – de uma nova e real grandeza profissional de sentimentos práticos pelo turfe deste Brasil, onde o Paraná é um ícone respeitável que todo o turfista tem a obrigação de reverenciar pelos seus 141 anos de existência, independente dos equívocos da atual gestão do Jockey Club do Paraná responsável pelo impedimento federal por um ano, no mínimo, sem corridas no Tarumã, salvo reversão temporal da pena pelo mesmo Ministério da Agricultura, cujo recurso de apelação do JCP tramita, ora, em Brasília.
Alcibiades de Almeida Faria Neto – Presidente
Gilberto Luiz Koppe – 1o Vice–Presidente
José Caetano Ferreira Neto – 2o Vice–Presidente